A Quarta-feira de Cinzas, lembrada ontem, marcou o início do período de Quaresma da Igreja Católica. A data marca um tempo de reflexão e preparação para a Semana Santa, que neste ano começa em 10 de abril. Na região, várias celebrações cristãs, com missas, deram início ao período.
Neste ano, o papa Francisco acrescentou a este jejum e abstinência uma intenção: pela paz diante de tantos conflitos armados, e, mais precisamente, pelo fim do combate bélico da Rússia na Ucrânia. “E agora gostaria de apelar a todos, crentes e não-crentes. Jesus ensinou-nos que à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus, com a oração e o jejum”, diz o papa.
De acordo com o padre tubaronense Edison Müller, é o momento de resistir ao mal. “É tempo de oração contra a guerra que está no mundo, lutar pelo bem e contra o individualismo e o ódio. Isso para construir um mundo de paz. A Quaresma nos convida a uma mudança de vida, hábitos e costumes para o nosso bem e de toda a sociedade”, fala o padre.
Para a abertura da Quaresma e da Campanha da Fraternidade deste ano, a paróquia Santa Teresinha do bairro Passagem, com suas seis comunidades, realizou missas com a presença de representantes das escolas e creches, pois o tema deste ano é sobre a educação.
Tema fala em educar
Essa é a terceira vez que a temática da educação será abordada na Campanha da Fraternidade. O tema já foi objeto de reflexão e ação eclesial em 1982 e 1998. Em 2022, o tema é “Fraternidade e Educação” e o lema bíblico, extraído de Provérbios 31, 26: “Fala com sabedoria, ensina com amor”.
Além disso, a campanha convida a promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário.
“Todas as nossas comunidades se organizaram para que as escolas participem das missas e ajudem na celebração. É um momento oportuno para refletirmos o tema proposto pela campanha. Um desafio”, destaca o padre.
A CF 2022, para o papa, é oportunidade para “reconhecer e valorizar a importante missão da igreja no âmbito educativo”. Ainda segundo o padre, “estamos precisando nos educar para a paz, para a fraternidade”, diz.