Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Quando o amor ao sacerdócio é o dom

04/08/2023 06:00

Micheline Zim

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Agosto é o mês dedicado às vocações e, nesta sexta-feira, é comemorado o Dia do Sacerdote. A data é celebrada no mesmo dia da festa de São João Maria Vianney, padroeiro de todos os sacerdotes.


A vocação sacerdotal ainda continua sendo despertada em muitos jovens, que querem dedicar a vida a seguir os caminhos de Cristo. Na região, é no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Tubarão, que este despertar acontece.


De acordo com o reitor do seminário, padre Rodrigo José da Silva, a Diocese de Tubarão tem atualmente três seminaristas, entre 15 e 17 anos. Eles residem no seminário e estudam no ensino médio. Os adolescentes ficam no local normalmente por quatro anos, sendo que são três anos para concluir o ensino médio e mais um ano no Propedêutico - uma etapa formativa que prepara os seminaristas para o Seminário Maior, para as etapas seguintes.


“O discipulado, que corresponde aos estudos filosóficos, tem a duração de três anos; e a configuração que corresponde aos estudos teológicos, são mais quatro anos. Para os que fazem o ensino médio no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Tubarão, o processo formativo até a ordenação durará, no mínimo, 11 anos”, explica.     


Sobre a vocação, padre Rodrigo diz que “a certeza de que Deus caminha conosco e que nos chama faz-nos olhar a realidade, mesmo desafiadora, com esperança e alegria. Quando fazemos aquilo que amamos, a vida torna-se bela, encantadora; assim defino a vida do presbítero”.


“Vejo a vocação sacerdotal como uma doação, uma entrega, um serviço a Deus e aos irmãos. Ela é fruto da experiência de quem encontrou um ‘amor maior’. Hoje ainda temos jovens que desejam viver este ideal, mas, claro, se compararmos os números atuais com os de tempos idos, houve uma queda considerável”, pontua o padre.


Ordenado há dez anos, padre Rodrigo diz que sua vocação foi despertada desde cedo. “Sou natural de Imaruí, na época era pároco na cidade o padre Auricélio Costa. Quando meu pai o procurou dizendo que eu gostaria de ser padre, logo demonstrou alegria e apoio. Desde a adolescência cultivei este desejo. Sempre fui encantado pela missão do sacerdócio. Sempre compreendi a vida do presbítero como sinal de amor e presença de Deus no meio da humanidade”, revela.   


No Dia do Sacerdote e no mês das vocações, o padre diz que “a vida só tem sentido quando nos colocamos a serviço. Não tenham medo de se entregarem naquilo que acreditam”, reforça.


Os seminaristas

O seminarista Marcos Ruan May, 16 anos, de Rio Fortuna, diz que está no seminário para fazer o que se chama de experiência de discernimento vocacional. “Um dia, eu ouvi um ditado que diz: ‘vocação acertada, vida feliz; vocação errada, quebra o nariz’, e isso me fez pensar”, conta, dizendo que a frase em tom de brincadeira ajuda a traduzir a importância da verdadeira vocação.


Já Lucas Rodrigues, 17 anos, de Armazém, completa dizendo que o seminário ajuda a amadurecer no crescimento pessoal e também na vocação. O também seminarista João Júnior de Almeida Pizoni, 16 anos, de Sangão, afirma que quando chegou ao seminário uma frase chamou atenção. “Deus não chama os capacitados, mas, sim, capacita aqueles que o chama”, conclui.

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