Em São Ludgero, prefeitura e o Samae seguem com investimentos em projeto
O projeto “São Ludgero 100% Esgoto Sanitário Tratado” teve início em 2018 e, desde então, parcerias garantem que a meta continue sendo mantida. Na área urbana, cada novo loteamento que surge, ou construção, é obrigado a fazer a ligação do esgoto doméstico na rede do Samae, que tem como destino a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada no perímetro urbano.
Para o diretor do Samae, Maihcon Matias, o secretário de Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo, André Soethe, e a secretária da Saúde, Morgana Rech da Silva, o projeto contribui diretamente com a saúde e a qualidade de vida das famílias, a preservação da água e do meio ambiente. “O projeto é da cidade de São Ludgero e é orgulho para todos”, resumem.
O tratamento do esgoto no perímetro urbano iniciou em 1990, com a participação direta da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e, na área rural em 2006, com a Epagri e as famílias decidindo investir os recursos das microbacias no desenvolvimento e instalação de sistema individual de tratamento.
São Ludgero recebe, anualmente, comitivas em busca de conhecimento e entendimento sobre o trabalho desenvolvido e o êxito do projeto alcançado, que atualmente é referência para a região, Santa Catarina e o Brasil.
Sincronizado
Na cidade, na área rural, a cada nova residência que surge, uma solicitação é feita com cadastro realizado na secretaria de Agricultura. A partir daí, a prefeitura, em parceria com o Samae, realiza a instalação, gratuitamente, com o compromisso da família de fazer a manutenção para que o sistema permaneça eficiente.
Na parceria para as instalações, a prefeitura, realizada a compra dos Sistemas Individuais de Tratamento (SITs), e o Samae, com a secretaria da Agricultura, entram com a máquina, acessórios e funcionários capacitados para a instalação.
O sistema foi desenvolvido para a realidade das famílias locais da área rural. Trata-se de um kit de saneamento, onde o esgoto doméstico passa por duas fossas, filtro e o efluente final ainda passa pelo círculo de bananeiras ou plantas, que absorvem bastante água para a purificação final.