O número de focos do mosquito Aedes aegypti aumentou em Santa Catarina. Até o fim de março, foram encontrados focos em Tubarão, São Ludgero, Braço do Norte, Grão-Pará e Imbituba. Os dados são do boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive/SC).
De acordo com o levantamento, entre 30 de dezembro do ano passado e 23 de março foram localizados 10.139 focos, em 160 municípios. Comparado ao mesmo período do ano anterior, quando foram identificados 6.352 focos, em 128 cidades, houve um aumento de 59,6% dos casos.
O aumento do número de focos está associado ao Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), no qual ocorreu a coleta de larvas pelos municípios infestados, para o conhecimento do Índice de Infestação Predial (IIP).
Em relação à situação entomológica, 80 municípios são considerados infestados, o que representa um incremento de 19,4% em relação ao mesmo
período de 2018, que registrou 67 cidades nessa condição. Em comparação ao último boletim, houve a inclusão de Romelândia na lista. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos. No Sul de Santa Catarina, apenas Passo de Torres consta como município infestado pelo Aedes aegypti.
No mesmo período, foram notificados 1.189 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 85 (7%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 21 (2%) estão inconclusivos (classificação utilizada no Sinan para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 640 (54%) foram descartados, por apresentarem resultado negativo para dengue, e 443 (37%) estão sob investigação pelos municípios.
Do total de casos confirmados até o momento, 59 são autóctones (transmissão dentro do Estado), 19 casos foram importados (transmissão fora do Estado), quatro casos estão em investigação de LPI, e três são indeterminados, pois não foi possível definir o LPI.
Em comparação com o último boletim, houve a confirmação de 31 casos autóctones e dois casos importados.