Os levantamentos, observações técnicas e diversas situações que serão utilizadas na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Tubarão começaram a ser apresentadas ontem em uma audiência pública, no auditório da Amurel. A primeira versão, que não será necessariamente o documento final e consolidado, ficará pronta nos próximos meses.
A empresa contratada para esse trabalho ainda receberá sugestões e contribuições da comunidade e entidades nesse período. A apresentação dos primeiros diagnósticos foi feita pelo engenheiro Ricardo Mendanha Ladeira, coordenador técnico da empresa Tecnotran Engenheiros Consultores, de Belo Horizonte, vencedora do processo de licitação para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana. Foram apresentados ao público os materiais, como o inventário completo do sistema viário do município, sistema viário estrutural, as interseções com semáforos e avaliação das calçadas do sistema viário.
Um dos trabalhos realizados pela equipe técnica ao longo dos últimos 12 meses foi uma pesquisa direta com o público sobre temas, como transporte de cargas, uso de bicicletas, origem e destino de cargas, estacionamento (antes da retomada da Área Azul) e principais meios de transporte utilizados. Nesse último tema, segundo os diagnósticos apurados, quase 40% dos tubaronenses utilizam automóveis para deslocamentos, enquanto apenas 10% utilizam transporte coletivo. Motos são utilizadas por 19,3% da população, bicicletas por 8,3% e veículos de aplicativo são usados por 1,4% das pessoas.
Segundo o engenheiro Ricardo, em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte os ônibus municipais são utilizados por cerca de 30% da população. Em cidades de porte semelhante a de Tubarão, o percentual fica em torno de 20%. “A partir de um diagnóstico de uma situação específica como essa, serão buscadas as melhores soluções para que a diminuição do uso dos automóveis seja sugerida, com aumento do uso dos ônibus. Isso iniciaria um equilíbrio que ajudaria a melhorar o trânsito na cidade”, destaca Ricardo.
Soluções
Para o secretário de Segurança, Trânsito e Patrimônio, Evandro Almeida, a audiência pública se mostrou útil, pois surgiram diversas contribuições e encaminhamentos feitos por representantes de entidades, como o Conselho das Cidades e o Observatório Social de Tubarão. “Nem tudo se acerta no início. A partir de agora, com os levantamentos realizados e as sugestões apresentadas, a empresa dará continuidade para se chegar ao que vai nos permitir ter as melhores soluções.