As mulheres gerentes ganham 25% menos que os homens.
A titular do Ministério das Mulheres, Aparecida Gonçalves, criticou, em palestra realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que, de acordo com os relatórios de transparência previstos na lei de igualdade salarial, as mulheres gerentes ganham 25% menos que os homens.
“Queriam nos proibir de trazer à tona os relatórios de transparência, porque na entrada as mulheres ganham 19,4% a menos que os homens e na função de gerente a diferença é de 25%. Isso é a cara do Brasil desigual, por isso a igualdade precisa voltar à nossa luta, é causa prioritária”, defendeu Cida Gonçalves.
A ministra chocou a plateia ao informar que, na Câmara dos Deputados, 17 mulheres votaram contra a lei da igualdade salarial e que no Senado foi questionada por um senador “se a ministra queria que ele pagasse o mesmo salário para um gerente homem e para uma gerente mulher”.
Cida Gonçalves também revelou que a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) protocolaram ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a lei.
“A briga é política, nós mulheres vamos ter de fazer o debate sobre o salário, não podemos deixar ficar nesse nível de coisas. No 1º de maio vamos discutir com prioridade a lei da igualdade salarial. Tem de entrar na negociação coletiva salarial, não podemos ficar quietas ganhando menos e tendo mais competência”, sublinhou a ministra.