Com a chegada do frio, as pessoas acabam se concentrando em locais mais fechados. Isto facilita a propagação de vírus e bactérias que causam inúmeras doenças e acabam deixando hospitais e prontos-socorros ainda mais cheios.
Com o frio, a baixa umidade do ar e as mudanças bruscas de temperatura desencadeiam doenças como rinite, bronquite, sinusite, asma, gripe, alergias, faringite e laringite. Por terem o sistema imunológico mais frágil, essas doenças aparecem principalmente em crianças e idosos, por isso o cuidado com eles deve ser maior.
Para o otorrinolaringologista do Centro Médico Unimed Guilherme Kist, no inverno as pessoas acabam piorando seus problemas de saúde em função das doenças virais e alérgicas associadas à mudança do tempo. “Vem o vento frio, a umidade e o ar seco. Todas estas mudanças tendem a catalisar problemas inflamatórios”, pontua.
Para evitar o frio e o vento, segundo o dr. Guilherme, as pessoas acabam convivendo em ambientes mais fechados e sem ventilação adequada. Ao contrário do que muitos pensam, procurando proteção desta maneira acabam se prejudicando ainda mais e ocasionando infecções virais.
Nesta fase, segundo o médico, as gripes são muito comuns, e vão passando de pessoa para pessoa. “Uma tosse, um espirro e a respiração do ar onde estão pequenas partículas acabam transmitindo a infecção”, ressalta. Dr. Guilherme acrescenta que espirro e congestão nasal, sem febre, estão associados geralmente à alergia. “Quando vem com espirro, secreção e obstrução nasal junto com estado febril, é viral”, pontua.
O pneumologista Lars Escobar lembra que existem vários tipos de vírus que atingem a parte respiratória, como o Influenza A e B, que podem resultar em infecções graves. Hoje, segundo ele, há uma mutação muito grande de vírus e, diante de todos estes fatores de risco, é necessário fortalecer a vacinação como medida preventiva.
AUTOMEDICAÇÃO
O otorrinolaringologista do Centro Médico Unimed se mostra preocupado com a automedicação, especialmente quanto ao uso de antibióticos. Segundo ele, frente a uma infecção viral, como uma pequena gripe ou resfriado, é muito comum as pessoas associarem o uso do antibiótico. “Isto incorre num problema em que nós, médicos, estamos percebendo quanto à resistência bacteriana aos antibióticos”.