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Médicos aptos à cirurgia robótica

28/01/2020 06:00

Dois médicos de Tubarão estão capacitados para a realização da cirurgia robótica – tipo de procedimento minimamente invasivo, conduzido por um cirurgião especializado e habilitado a operar por uma estrutura de

sofwares e hardwares com braços, painéis e imagens auxiliares.


O urologista Arthur Radaelli Nicoleit e o oncologista Cassiano Coral Accordi concluíram recentemente a capacitação e certificação em Atlanta, nos Estados Unidos, em cirurgias em plataformas robóticas, que os tornou parte de um seleto grupo de médicos nacionais aptos a operar por robôs.


“Para conseguir essa qualificação, o médico precisa estar vinculado à unidade de saúde que faça parte de um serviço de cirurgia robótica. Hoje, a regulação dessa formação é dada pela empresa que fabrica o equipamento e pelas instituições que se associam ao uso dessa tecnologia. Do nosso município, eu e o Cassiano fomos eleitos para fazer essa formação no Hospital Santa Izabel, em Blumenau, que possui um robô, e que está  vinculado à Congregação Santa Catarina, da qual o Hospital Nossa Senhora da Conceição faz parte”, relata Arthur.


Para o urologista, poder controlar um robô durante uma cirurgia é uma grande oportunidade de fazer um trabalho muito mais minucioso, que por via laparoscópica ou convencional seria mais desfavorável.


“O uso de robô oferece mais segurança, precisão e delicadeza nos movimentos, magnificação de imagens, e permite fazer dissecções mais complexas em locais mais restritos”, completa.


Cassiano ressalta que os benefícios de se fazer uma cirurgia em uma base robótica são ainda maiores para os pacientes, ao proporcionar menores incisões, redução do sangramento durante a operação, entre outros fatores.


“Passar por uma cirurgia robótica também reduz a dor pós-operatória, proporciona uma recuperação mais rápida, diminui as complicações cirúrgicas, requer menos tempo de internação, e em menos tempo o paciente volta às suas atividades normais”, completa.

 

Robô Da Vinci

Existem mundialmente alguns modelos de robôs. O utilizado em Blumenau é o Da Vinci SI, modelo que é dividido em três partes. A primeira possui três braços robóticos, com pinças que são conectadas aos portais de laparoscopia do paciente, e mais um braço para a câmera, que fornece ao cirurgião imagens em 3D, com ampliações em até 15 vezes. A segunda parte do robô é a torre de vídeo, e a terceira é o console, na qual o cirurgião, sentado em posição ergonômica, comanda a cirurgia, visualizando e manipulando as pinças. “Obrigatoriamente, na cirurgia robótica, além do cirurgião que controla o robô, participa também um cirurgião auxiliar, que fica em campo cirúrgico com o paciente, auxiliando por laparoscopia o procedimento robótico”, finaliza Cassiano.

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