Eduardo Ventura, colunista do DS, está há dias auxiliando como pode na arrecadação e logística de entrega de doações
Desde que a tragédia climática se abateu sobre o Rio Grande do Sul, a mobilização de pessoas e empresas de toda a região tem sido intensa. Desta vez, o radialista e colunista do DS Eduardo Ventura está sendo mais um cidadão solidário que doou não só o tempo, mas o afeto e a dedicação para ajudar o povo gaúcho.
Eduardo está em Esteio, onde mora sua noiva, Magali, que está desde a semana passada na linha de frente da ajuda. Ele, então, decidiu se juntar a ela e a tantos outros que estão nesta missão de solidariedade e amor ao próximo.
Ele está atuando na ajuda aos desalojados que estão abrigados em um ginásio em São Leopoldo, uma das cidades mais atingidas. “Tem mais de duas mil pessoas, centenas de crianças, inclusive um bebê de 20 dias”, conta.
“Ficamos aqui levando comida, cobertores, fraldas, medicamentos, entre outros itens necessários a um mínimo de conforto a quem perdeu tudo”, conta.
“O nosso trabalho é justamente atender. Atendemos mães com crianças, idosos, entregando, além de alimentos e produtos de que precisam, apoio e carinho”, ressalta.
“Quero agradecer todas as frentes de trabalho de Tubarão que estão fazendo acontecer sem nem saber o terror real que está aqui. Ontem, médicos da cidade enviaram suprimentos que faltavam à UTI em Esteio. A OAB de Tubarão também enviou mais de dois mil litros de água. Todos estão sendo essenciais”, destaca.
Indescritível
Criado no Rio Grande do Sul, Eduardo diz que o que encontrou lá após estas chuvas é indescritível.
“É uma realidade que não está sendo mostrada, porque é impactante. E os dias têm sido de muito trabalho. Minha mãe mora em Alvorada, também no Rio Grande do Sul, e não consegui vê-la ainda. Ela está em um lugar seguro, que não foi atingido, mas ainda assim é angustiante”, revela.
Cenário de guerra e sensação de impotência
Eduardo diz que é um cenário de guerra. “A primeira vez que cheguei no abrigo pedi pra Deus me dar força para conseguir encarar o que estava acontecendo. É uma sensação de impotência. Mas estamos pelo menos conseguindo aquecer o coração de quem está por aqui”, conclui.