Coração fora do peito. É assim que o analista administrativo Rodrigo Dandolini, de 44 anos, define seu filho, Matheus, de 13. Segundo ele, os dois são mais que pai e filho, são grandes amigos e parceiros. Neste Dia dos Pais, a parceria não será diferente, eles almoçarão juntos para comemorar a data especial.
Eles não têm uma relação “física” diária, já que Rodrigo e a mãe de Matheus se separaram quando o menino tinha oito anos. Mas nem por isso, segundo o pai, eles deixam de ser próximos. Também não impede que Rodrigo participe da vida de Matheus em “1.000%”, como ele mesmo diz.
Rodrigo lembra que assim que aconteceu a separação foi a fase mais difícil. “Ficar longe dele, que é meu coração fora do peito, foi muito sofrido. Sempre quis ser pai e o Matheus é um filho maravilhoso. Não poder fazer diariamente o que mais gostava de fazer, que era chegar em casa e receber seu abraço todos os dias, fazer a oração antes dele dormir, foi um processo doloroso que tivemos que ultrapassar. Mas graças a Deus isso passou”, lembra, emocionado.
Hoje, eles passam os fins de semana juntos a cada 15 dias, mas Rodrigo diz que eles são muito “colados”, mesmo sem se verem pessoalmente. “Como moramos na mesma cidade facilita bastante o contato. Consigo pegá-lo às vezes no meio da semana para levar para o basquete, por exemplo, e nos falamos todos os dias por chamada de vídeo. Participo intensamente da vida dele, do seu dia a dia”, pontua.
“Nossa relação é maravilhosa. Temos o mesmo gosto pelo esporte, jogamos beach tennis juntos, futebol, basquete, entre outras coisas. Cuido para saber como ele está nas aulas, as amizades, e busco aproveitar ao máximo o tempo que passamos juntos”, conta Rodrigo.
Sobre a importância da participação do pai na criação do filho, Rodrigo diz que é fundamental. “Ele está entrando na fase da adolescência, então, a preocupação dobra, inclusive quanto ao futuro. Então, precisamos ter o máximo de atenção, mas estamos conseguindo levar bem. Porém, é fundamental estar presente em tudo”, reforça.
“Eu me considero um bom pai e sempre tento passar para ele os ensinamentos que meu pai me passava, de ser honesto, ter dignidade, e é isso que levo para a vida. Matheus se parece muito comigo, inclusive nas questões sociais, o que me emociona bastante. Ele não pode ver ninguém passando dificuldade que quer ajudar”, conclui, orgulhoso.