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Gravatal amplia ações às mães atípicas

Programa serve como rede de apoio para as mulheres que possuem filhos com autismo ou outras doenças crônicas

15/04/2026 06:00|Por Redação

A prefeitura de Gravatal mantém e amplia as ações do programa “Cuidando de Quem Cuida”, voltado ao acolhimento, orientação e apoio às mães atípicas. A iniciativa busca oferecer uma rede integrada de suporte para mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições de saúde ou desenvolvimento que exigem atenção permanente.

O público atendido inclui mães de crianças com deficiências físicas, síndromes raras, transtornos neurológicos, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças crônicas, entre outras condições. Muitas dessas mulheres enfrentam sobrecarga física e emocional, além de desafios financeiros e sociais.

Em Gravatal, o programa atua justamente para reduzir essas dificuldades por meio da integração entre as áreas de Saúde, Educação e Assistência Social.

Na área da Saúde, as unidades básicas funcionam como porta de entrada para acolhimento, escuta e encaminhamentos conforme a necessidade de cada caso. Segundo a secretária de Saúde, Cristini Ferreira, o município também disponibiliza suporte psicológico, práticas integrativas e atendimentos como acupuntura. “Além do acesso aos serviços da rede, o município oferece suporte voltado à saúde mental e ao bem-estar dessas mulheres”, destacou.

Lei  

Criado a partir de proposta do vereador Jucinei Salazar e sancionado pelo prefeito Clei Rodrigues, o programa “Cuidando de Quem Cuida” completa um ano voltado à valorização e ao apoio dessas mulheres que enfrentam, diariamente, os desafios do cuidado. A iniciativa busca garantir acolhimento, escuta qualificada e acesso a direitos, fortalecendo a autonomia das mães que precisam deste cuidado.

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Educação e Assistência Social andam juntas no apoio e suporte às mulheres

Na Educação, o acompanhamento das mães atípicas ocorre em parceria com as escolas, que identificam as necessidades específicas dos estudantes e mantêm diálogo constante com as famílias. O município conta ainda com uma equipe multiprofissional, formada por psicóloga, neuropsicopedagogo e assistente social, que atua no processo de aprendizagem e no desenvolvimento emocional e social dos alunos. 

“Essas ações facilitam o acesso à informação, fortalecem o vínculo entre família e escola e garantem o suporte necessário no ambiente escolar”, afirma a secretária de Educação, Josiane de Medeiros Pereira.

Na Assistência Social, embora não exista um serviço exclusivo para mães atípicas dentro da política nacional, o atendimento é realizado em toda a rede socioassistencial, conforme a demanda. O suporte inclui acolhimento nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), acompanhamento técnico, inclusão em serviços de convivência, atualização no Cadastro Único e orientação sobre o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “As mães atípicas são atendidas sempre que buscam os serviços, com orientações e encaminhamentos conforme suas necessidades”, ressalta a secretária Jadna Ouriques.

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