Janniter de Cordes/DS A Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina emitiu nota nessa segunda-feira a respeito da manifestação que ocorre desde a noite de domingo nas estradas.
Segundo a nota, a federação, junto com todos os seus sindicatos filiados que compõem o Sistema Fetrancesc, reconhece o direito à livre manifestação, mas não compactua com o bloqueio das rodovias.
“Tais manifestações trazem em paralelo os bloqueios em rodovias e impedem o tráfego também de caminhões responsáveis pela garantia do abastecimento, sobretudo aqueles que transportam os insumos básicos, a exemplo de alimentos, medicamentos, combustíveis e suprimentos para hospitais. Neste sentido, enquanto entidade representativa de mais de 20 mil empresas do transporte rodoviário de cargas em Santa Catarina, responsáveis pelo emprego de mais de 90 mil colaboradores e ciente de sua responsabilidade com o cidadão catarinense, o Sistema Fetrancesc reprova atos de bloqueios e impedimentos do tráfego de quaisquer veículos”, diz a nota.
“Ainda cientes de sua responsabilidade social, as empresas do transporte rodoviário de cargas de Santa Catarina informam que não integram quaisquer movimentos de bloqueios de rodovias e pretendem manter suas atividades normalmente. Para que isso ocorra, a entidade necessita da garantia da segurança dos motoristas e colaboradores do setor no exercício desta atividade fundamental. É imprescindível que haja a liberação das rodovias para que ocorra o tráfego normal de veículos”, completa.
Líder dos caminhoneiros
O líder dos caminhoneiros Wallace Landim, popularmente conhecido como Chorão, condenou os bloqueios em estradas por parte da categoria que protesta contra a vitória do ex-presidente Lula (PT) no segundo turno. Em conversa com a Carta Capital, Landim negou participação das lideranças da categoria, disse que o número de caminhoneiros envolvidos é pequeno e atribuiu as manifestações à extrema-direita. “Eu jamais vou organizar um ato contra a democracia. Isso é coisa pequena, de parte dos caminhoneiros que apoiam Bolsonaro e são intervencionistas. Pessoal da extrema-direita que já vinha ameaçando”, disse em tom de indignação. “É só ver onde estão bloqueando – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. São estados que dão votação massiva para o Bolsonaro”.