A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) confirmou ontem a primeira morte do ano em Santa Catarina por febre amarela. O paciente, de 36 anos, era de Joinville. O caso acendeu o alerta em todo o Estado. Em Tubarão, menos da metade do público-alvo da campanha de imunização se vacinou contra a doença.
A vítima, do Norte do Estado, morreu no dia 12 de março. Esse é o primeiro registro de um caso autóctone, contraído na própria região em que a pessoa habita, desde 1966. O homem não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Sipni).
“É importante lembrar que a vacinação é a única forma de combater o avanço da doença”, explica a gerente de Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Tubarão, Chaiana Esmeraldino Mendes Marcon.
Segundo Chaiana, pouco mais de 35 mil pessoas já foram imunizadas na cidade. A meta é vacinar, o quanto antes, 95% do público-alvo na cidade – cerca de 75 mil pessoas, de acordo com a FMS. A vacina contra a febre amarela pode ser aplicada em pessoas com idade entre nove meses e 59 anos, e quem passar dessa idade pode se vacinar com autorização médica.
“Aqui em Tubarão, não temos casos suspeitos, mas mantemos a precaução. Nossas agentes comunitárias estão em alerta para acompanhar a situação. Diante de qualquer suspeita, é preciso avisar a vigilância epidemiológica. Quem ainda não se vacinou pode procurar uma sala de vacina, de um posto de saúde mais próximo, e receber a dose”, relata a gerente de Saúde.
VACINAÇÃO É A ÚNICA FORMA DE COMBATER A DOENÇA
Transmitida por mosquitos em áreas de matas e urbanas, a doença é grave, mas pode ser prevenida. A dose da vacina, segundo a Dive-SC, é suficiente para proteger o paciente por toda a vida. “Os efeitos colaterais são mínimos, e vai depender de cada organismo. Pode ser uma febre baixa ou dor de cabeça. Mas sempre reforçamos que é melhor ter a reação vacinal que adquirir a doença e vir a óbito”, completa Chaiana. De 1º de janeiro a 28 de março de 2019, foram aplicadas 461.417 doses da vacina em Santa Catarina.
Guilherme Corrêa