Diante dos casos registrados em humanos e das mortes de macacos, o governo do Estado ressalta a importância da prevenção contra a febre amarela. A principal medida para se proteger da doença é a vacinação. A dose é gratuita e está disponível em todas as salas de vacina em Santa Catarina.
A recomendação é que todos os catarinenses acima de nove meses se imunizem. A novidade é que, a partir deste ano, as crianças com quatro anos precisam tomar uma dose de reforço. “Santa Catarina passou a registrar os primeiros casos de febre amarela em 2019. O aumento no número de mortes de macacos neste ano, assim como a confirmação de dois casos em humanos, reforça a circulação do vírus no Estado. Por isso, é essencial que as pessoas se vacinem”, afirma João Fuck, gerente de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Até o momento, a cobertura vacinal do Estado está em 84%, abaixo do que é recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de vacinar pelo menos 95% do público-alvo. Tubarão atingiu apenas 70% da cobertura prevista e tem as doses da vacina disponíveis nos postos.
Casos em Santa Catarina
Neste ano, a SES confirmou dois casos de febre amarela em humanos em Santa Catarina. Os dois pacientes foram atendidos no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, unidade referência de infectologia no Estado. Um é morador de Jaraguá do Sul e o outro de São Bento do Sul. Ambos não têm registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Em 2019, o Estado registrou duas mortes em humanos por conta da doença. Dois macacos foram diagnosticados com febre amarela este ano, em Blumenau e Pomerode. É importante ressaltar que os primatas não transmitem o vírus, mas ajudam a Vigilância Epidemiológica a identificar o início da transmissão da doença, pois são os primeiros a adoecer.