Segunda-feira, 09 de março de 2026
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Empresários conseguem iniciar viagem de volta para casa

Grupo da região deixou o Qatar por rota terrestre e levou nove horas até o aeroporto

09/03/2026 06:00|Atualizada em 09/03/2026 11:26|Por Redação

Os onze empresários e esposas de Tubarão e Araranguá que estavam em Doha, capital do Qatar, deixaram o Oriente Médio no fim de semana. A expectativa é que cheguem no Brasil entre hoje e amanhã.

A viagem foi feita de carro, por uma rota alternativa, após dias de espera. Pela Arábia Saudita, passando pela capital, Riad, o grupo conseguiu embarcar em um voo rumo à Europa no sábado. De Londres, eles pegarão o voo de volta ao Brasil.

“Viemos de carro. Durante o percurso, tivemos duas paradas pela polícia, coisa normal. Existem postos no caminho para ir ao banheiro, comprar alguma coisa. Comida de mercado, todos eles têm. Saímos às 7h30 de Doha e chegamos aqui em Riad aproximadamente às 17h, então foram em torno de nove horas de viagem”, comenta o empresário Leandro Camilo, que integra o grupo.

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A chegada foi o momento de maior tensão. “Chegamos aqui e foi um pouco complicado. A polícia nos abordou e fez inúmeras perguntas para nós. Na descida, um policial nos acompanhou e ficou durante todo o check-in, até o raio-X. Mas foi muito solícito, nada de agressão e tudo com muita educação. Quem quiser sair do Oriente Médio via Arábia Saudita, fique tranquilo, pois será bem tratado, apesar de ser um pouco estranho, as pessoas, o jeito de nos olharem. Um país muito fechado. Mas pode vir, que é tranquilo”, detalhou Leandro.

O grupo permanecia em Doha desde o fechamento do espaço aéreo do Qatar, medida adotada em meio à escalada de tensão no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos ao Irã. A decisão impediu a saída de estrangeiros por via aérea e afetou brasileiros que estavam no país a trabalho. Enquanto aguardavam uma solução, os empresários seguiram hospedados e foram orientados a permanecer no hotel por segurança. Inicialmente, seriam dois dias de espera, o que acabou sendo resolvido apenas após sete dias. Inúmeros outros brasileiros ainda estão na mesma situação.

União de esforços

A mobilização para auxiliar o grupo envolveu a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e a Secretaria de Articulação Internacional do Governo de Santa Catarina, além da Associação Empresarial de Tubarão (Acit). O secretário Paulinho Bornhausen e sua equipe acionaram o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) para orientar os procedimentos necessários. A Embaixada do Brasil no Qatar também acompanhou o caso. 

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