Termo usado em vídeo foi apontado como racista e motivou protestos
Um vídeo publicado por uma cabeleireira de Sangão terminou em protesto na porta de sua casa e no acionamento da Polícia Militar na noite desta segunda-feira, no bairro Morro Grande.
Na gravação, a profissional reage a vídeos de influenciadores que viajam a Angola para ajudar famílias e questiona as campanhas que arrecadam alimentos para o país. As falas foram interpretadas por parte de quem assistiu como racistas.
Nas declarações, ela utilizou o termo “nego” ao se referir aos moradores e também fez comentários sobre a quantidade de filhos das famílias, sustentando que doar comida não resolveria a situação: “Como que não ensina esse povo a se prevenir, a botar uma camisinha, esses nego (sic)?”
Após o vídeo circular, um grupo foi até a frente da residência da cabeleireira para protestar contra o conteúdo divulgado. Houve momentos de tensão até a chegada da polícia.
Segundo a Polícia Militar, o atendimento começou após chamado pelo 190, e guarnições de Sangão e Jaguaruna foram ao local para garantir a segurança dos moradores e preservar a ordem pública.
Ainda conforme a corporação, foram observadas manifestações e o uso de rojões nas proximidades, sem identificação da autoria. Os participantes deixaram o local de forma gradativa, e a situação foi normalizada, sem registro de confrontos ou danos ao patrimônio.
Polêmica
O caso dividiu opiniões. Parte do público considerou as declarações ofensivas e passou a cobrar responsabilização; outra parcela argumentou que a crítica às campanhas teria pontos válidos e que o problema estaria no termo escolhido.
Até a publicação desta matéria, a cabeleireira não havia se manifestado publicamente sobre o episódio. A PM informou ainda que nenhum dos manifestantes procurou a corporação para registrar ocorrência ou reclamação relacionada à pessoa envolvida.