O diagnóstico de autismo em uma criança gera medo e insegurança aos pais e familiares. Contudo, o conhecimento é essencial, e foi o que Bruna Alves Silva, de 24 anos, buscou para ajudar o filho, Antônio Alves de Godoi, de três anos.
E, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, ela conta a história da família.
O pequeno foi diagnosticado aos dois anos. Na descoberta, Bruna, que mora em Tubarão, levou um choque. “Eu não tinha conhecimento algum sobre autismo. Levei o Antônio no neuropediatra achando ser um simples atraso, mas, com o tempo, fui pesquisando e aceitando melhor”, conta.
Aos poucos, Bruna viu a evolução do filho com as terapias: “Antônio fala algumas coisas, para outras, aponta. Eu o entendo só pelo olhar, é a forma que ele tem de se expressar. Além disso, é um menino carinhoso, gosta de abraço, de estar perto de outras crianças, ama o irmãozinho mais novo. Na escola, ele se dá bem com todos os amigos. Mas ele tem as manias. Tem dias que fica mais fechado, grita, chora”, revela.
Segundo a mãe, Antônio faz fonoaudiologia, jardim sensorial, frequenta a Apae, e está na lista à espera de mais terapias. “No dia a dia, respeitamos o espaço dele. Tem dias que Antônio prefere ficar no mundinho dele, e a gente deixa. Nunca o forçamos a fazer nada que não quisesse, e procuramos estimulá-lo em casa junto ao irmão”, explica a mãe.
Para Bruna, uma das dificuldades é quando estão em locais públicos. “Algumas pessoas olham estranho quando ele fica impaciente, grita. Pensam que ele é mal-educado, não entendem o real motivo, e isso machuca muito a gente”, afirma.
Buscar conhecimento é essencial
Tamíres de Barcelos Ribeiro, que mora em Capivari de Baixo, também tem um filho autista, Eduardo Ribeiro da Silva, de dez anos. Segundo ela, na época que tiveram o diagnóstico, pouco se falava sobre o transtorno. “Descobrimos quando ele tinha dois anos. Na época, desconfiei que tinha algo errado. Não foi fácil, foi um momento de luto, não conseguia assimilar. Fui atrás de informação, e hoje as minhas amigas perguntam sobre o que fazer. E eu as oriento a buscar conhecimento”, ressalta.
Tatiana Dornelles