Mais de um terço da água tratada para ser distribuída aos consumidores é desperdiçada em Santa Catarina e não chega às casas das pessoas. A informação preocupante é do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Este mesmo documento mostra que o Estado tinha apenas 27,7% de sua população total atendida em 2020 com coleta de esgoto. Isso significa mais de 5,3 milhões de pessoas sem rede de esgoto em suas casas.
Os dados, levados pelo deputado Matheus Cadorin (Novo) para o plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deram origem a dois pedidos de informação que o parlamentar encaminhou para o presidente da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), solicitando informações sobre as medidas tomadas em relação às perdas na rede de distribuição de água.
Também enviou o pedido para o diretor-presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), solicitando informações acerca das metas estabelecidas para garantir o acesso adequado ao saneamento básico e das medidas utilizadas para evitar o desperdício. Cadorin busca informações para avaliar se as metas estabelecidas estão sendo cumpridas e propor soluções para melhorar o serviço prestado.