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Depoimento de amor e fé em gestação

23/01/2020 06:00
Equipe Pedro Fotógrafo/DS

Ela se emociona cada vez que olha a filha de cinco meses nos braços e percebe o milagre que Deus operou em sua vida. A assistente administrativo Kellen Mendes de Souza Corrêa, de Gravatal, considera sua gestação e o nascimento da filha um milagre que foi concebido através das orações e de muita fé no Cerco de Jericó, que está acontecendo em Tubarão até sábado.


Casada há 15 anos, ela conta que nunca soube que teria problema para engravidar, até que percebeu a dificuldade quando decidiu ter um bebê. Em uma consulta com um endocrinologista em 2016, quando estava com 29 anos, os exames se apresentaram alterados, e ela foi aconselhada pelo médico a mostrar para seu ginecologista. “Ao ver meus exames, minha médica disse que se eu desejasse engravidar seria muito difícil, e talvez só conseguisse com muito tratamento, ou até inseminação artificial”, lembra.


Um ano se passou até que, ao frequentar o Cerco de Jericó, em Tubarão, um dos testemunhos a tocou: justamente o de alguém que conseguiu engravidar. “Aquilo me tocou, e fui em busca de uma segunda opinião, com um médico em Porto Alegre, que depois de muitos exames constatou o mesmo resultado, ainda com um agravante: que mesmo  com a fertilização, as chances eram pequenas, de no máximo 40%.


“Voltei para casa sem assimilar direito a notícia, e estava acontecendo o Cerco de Jericó. Eu e meu marido tínhamos o propósito de acompanhar todos os dias de orações, e chegamos direto de Porto Alegre para a missa. Lá, desabei a chorar, cheguei a passar mal. Contei para um dos organizadores do Cerco, que me incentivou a permanecer com fé, que faríamos uma corrente de orações. E assim fiz”, lembra.


Em 2018, Kellen começou o tratamento para engravidar,  mas seu médico dizia que os medicamentos não estavam fazendo efeito. “Mas eu não perdi a fé, e continuei rezando, sabia que minhas orações no Cerco tinham um propósito”, reforça. Até que ao fazer um ultrassom para mudar a forma de tratamento, o médico deu a notícia mais esperada: Kellen e o marido, João, teriam um bebê. “Pedi para ele repetir esta notícia umas cinco vezes”, conta. “Nem ele acreditou. Ele me disse que eu era uma caixinha de surpresas. Mas eu sei que foi Deus quem me deu esta graça”.


Mas poucos dias depois um sangramento parecia que iria interromper o sonho do casal. “Precisei ficar de repouso, mas eu sabia que não perderia meu bebê. Eu dizia que Deus tinha me dado, e Ele não iria me tirar. E assim superei mais esta etapa”, diz.


Durante gravidez de risco, não perdeu a fé

Quando estava com 28 semanas de gestação, um novo susto. O líquido amniótico de Kellen estava muito reduzido, e ela já apresentava dilatação. Ela, então, foi internada para tentar “segurar” o bebê por mais um tempo, já que seria prematuro.


“Eu, então, repetia que Deus tinha me dado, e Ele não iria me tirar. E assim

continuava. Perguntei para minha médica se havia possibilidade do quadro se reverter, de meu líquido aumentar. Ela disse que sim, que existia uma pequena chance. Foi nesta pequena chance e na minha fé que me agarrei e consegui novamente este milagre. Meu líquido realmente aumentou, e pude ter alta para aguardar minha gestação até o final”, conta.


Foi então que, no dia 14 de agosto do ano passado, quando Kellen estava de 39 semanas e seis dias de gestação, sua filha Clarisse nasceu. “Ela é meu milagre. Sei que é. Ela nasceu perfeita, com 48 centímetros e 3,375kg. Não posso deixar de agradecer também aos dois anjos que Deus colocou na minha vida e me ajudaram para este milagre se concretizar, que foram meus médicos, o dr. Jean e a dra. Daniela. Foram fundamentais”, comemora.


Este ano, Kellen e o marido, João, foram junto da filha participar do Cerco de Jericó, desta vez dando o testemunho da graça alcançada pelas orações.

 

O Cerco de Jericó

“Derrubando as muralhas pelo poder da oração”. É assim que se define o Cerco de Jericó realizado na comunidade de Santo Antônio de Pádua, em Tubarão, há 22 anos. Neste ano, as missas e demais atividades que compõem o Cerco serão realizadas até sábado, celebradas por padres de diversas igrejas. Durante os sete dias, há um revezamento, para que haja sempre um grupo de oração na igreja. Os fiéis podem levar doações de alimentos não perecíveis, que serão entregues para famílias carentes da região, através de um cadastro feito pela igreja.

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