A defesa de Maria de Fátima Mendonça, a “dona Fátima de Tubarão”, de 67 anos, presa em operação contra envolvidos em atos golpistas em Brasília, enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ela possa cumprir prisão domiciliar.
No documento, a defesa informa que a cliente é portadora de uma doença grave. É solicitada também a revogação da prisão preventiva, com ou sem a aplicação de medidas cautelares, e que a prisão domiciliar poderia incluir o monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira eletrônica.
Alexandre de Moraes é o responsável pelo caso de Fátima. O argumento da defesa é que o local onde ela está presa não teria capacidade para prestar os procedimentos clínicos devidos. E, caso não seja esse entendimento do ministro, que ela seja submetida à junta médica para que eles informem se a penitenciária tem ou não capacidade de administrar o tratamento devido.
Outro processo
Além do envolvimento nos atos golpistas, a idosa tem antecedentes criminais. Ela responde a mais de um processo, tendo inclusive uma condenação por tráfico de drogas em 2014. A pena foi de três anos, dez meses e 20 dias de reclusão, substituída por medidas restritivas de direitos.