Com o objetivo de aumentar a qualidade e reduzir o custo da energia elétrica distribuída aos consumidores, a Cegero e a Cerbranorte executarão em conjunto o projeto de uma rede de distribuição, com investimento previsto de R$ 60 milhões.
A rede terá 30,3 quilômetros de extensão, até a conexão na subestação Tubarão Sul. Uma reunião com os presidentes das cooperativas, membros de diretoria e equipe técnica oficializou o edital de contratação da empresa para executar a obra. As empresas interessadas terão até 10 de janeiro do ano que vem para apresentarem as propostas.
O comunicado oficial da empresa vencedora será anunciado até o dia 31 de janeiro. O contrato deve ser assinado na primeira quinzena de fevereiro e o prazo para entrega da obra será de 15 meses. A Cegero e a Cerbranorte desejam que as linhas entrem em operação até o dia 1º de junho de 2023. As empresas devem estar habilitadas e homologadas pela Celesc para construção das linhas ou atestar que tenham realizado obras desse nível de tensão nos últimos cinco anos. Além disso, precisam comprovar suficiência técnica e econômica para realização da obra.
Atualmente, a Cegero paga o transporte da energia para a Celesc, proprietária da linha que abastece tanto a Cegero quanto a Cerbranorte. “Após nos conectarmos na rede básica, as cooperativas deixam de pagar esse custo à Celesc e passam a ser as proprietárias da sua própria linha, conectada diretamente, o que significa um custo de transporte muito menor. Apesar de passarmos a ter, a partir daí, os custos de operação e manutenção da nossa própria linha, ainda assim estimamos, só para a Cegero, uma redução de custos na ordem de R$ 4 milhões por ano”, informa o coordenador Econômico e Financeiro da Cegero, Adilson Soethe.
Ele completa esclarecendo que o custo de construção da linha está em torno de R$ 60 milhões, sendo a metade pago pela Cegero e a outra metade pela Cerbranorte.
“A Cegero hoje não possui todo o recurso necessário em caixa e deve recorrer ao mercado financeiro para pagar o investimento. Porém, pela estimativa de redução de custos, o retorno do investimento acaba sendo rápido, o que viabiliza a obra. Estimamos uma redução tarifária média de aproximadamente 7% aos consumidores”, detalha Adilson.