Os animais de estimação fazem parte de muitas famílias brasileiras. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, são aproximadamente 132,4 milhões de pets no país.
Os benefícios que eles representam para a família são muitos. Porém, alguns deles estão assumindo um papel diferenciado quando o assunto é saúde: animais estão cumprindo a função de terapeutas. É a chamada pet terapia.
A Terapia Assistida por Animais (TAA) vem acontecendo na Unisul desde 2017. Ela é uma prática com critérios específicos, em que o animal é a parte principal do tratamento. Tem como objetivo promover a melhora social, emocional, física e cognitiva dos seres humanos. Hoje, o atendimento está voltado às crianças com diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista.
“Atendemos nove crianças semanalmente. Com o cão terapeuta, podemos melhorar a parte de comunicação e de socialização desse indivíduo. Temos relatos de crianças que antes não reagiam bem ao toque e passaram a tocar os animais e abraçar as pessoas ao redor”, aponta a professora da Unisul, a médica veterinária Luísa Lemos Vieira.
Existem pré-requisitos para que o animal assuma a função de terapeuta. O principal é a socialização. O cão precisa não ser reativo ao toque, e se comportar bem com pessoas desconhecidas e crianças. Para isso, são necessários treinamentos constantes. “Os cães terapeutas são previamente avaliados, treinados e conduzidos às interações somente quando já estão prontos para a terapia. São selecionados de acordo com o perfil avaliado de cada paciente, para então permanecer com o mesmo cão a cada seção de terapia”, explica Luisa.