Forças de segurança fizeram vistoria para elaborar medidas
Uma bacia que hoje comporta milhões de litros de material altamente poluente segue sem solução e, a cada dia, coloca em risco a saúde e vida de moradores do seu entorno, na região da comunidade da Ilhotinha, em Capivari de Baixo.
A Sul Química, empresa de derivados de petróleo que fechou as portas em Capivari, deixou a cidade sem delinear uma solução para os oito milhões de litros de óleo deixados para trás. Conforme estudo feito em 2014, seriam necessários cerca de R$ 9 milhões para a retirada de todos os rejeitos e a recuperação da área. Várias ações de contenção de vazamentos foram efetivadas nas últimas duas décadas, mas somente como atividade paliativa.
A prefeitura realiza relatórios quinzenais e monitora o local com frequência, justamente para que um problema ainda maior não venha a ocorrer, pelo menos até que o Judiciário decline de forma definitiva sobre uma solução. Estudos ambientais nos últimos anos apontam que o lençol freático nas proximidades da bacia de óleo esteja contaminado.
As forças de segurança e profissionais do setor ambiental avaliam a criação de um plano de resposta imediata, caso haja um eventual rompimento do talude que segura a bacia atualmente, ou até mesmo para apontar ações de como lidar com um risco iminente de um incêndio de grandes proporções, ou, ainda, o que fazer com a emissão de gases nocivos.
Esta semana, integrantes da Defesa Civil de Capivari de Baixo, do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres de Tubarão, do Corpo de Bombeiros Militares, da Guarda Municipal e do Conselho Municipal de Meio Ambiente realizaram uma vistoria na bacia de óleo e redondezas, em Capivari de Baixo. A vistoria ajudará a dar uma dimensão mais precisa dos problemas ecológicos provocados no entorno.