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Apologia ao nazismo é investigada

04/11/2022 06:00

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar um professor de história da rede estadual de Santa Catarina após ele defender o nazismo em um grupo de troca de mensagens na web. O diálogo foi registrado em uma captura de tela e repercutiu nas redes sociais. O educador também foi afastado de suas funções e um processo administrativo foi instaurado pelo governo do Estado para apurar a conduta do professor.


No grupo privado, o homem proferiu uma série de falas em apologia ao nazismo, como “sou superfã de Hitler” e “sempre quis ser nazista”. Em seguida, foi questionado por outro membro se era favorável a mandar eleitores do PT a uma câmara de gás. “Sem dúvidas, irmão. E eu é que queria ser o cara responsável por expelir o gás”, respondeu.


Quem faz gestos nazistas pode ser preso pelo crime de racismo, no Brasil, e cumprir pena de reclusão. A punição é resultado da lei 7.716/1989, que tem penalidade específica para uso de símbolos ligados ao nazismo.


MP aponta que gesto não teve intenção

Outro caso que causou repercussão aconteceu durante os mobilizações em prol de Jair Bolsonaro. No Oeste, manifestantes realizavam um ato contra o resultado das eleições quando teriam repetido um gesto semelhante à saudação nazista, uma espécie de reverência. A situação foi investigada e, segundo o Grupo de Atuação no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de São Miguel do Oeste, em investigação preliminar, avaliou-se que não houve intenção de apologia ao nazismo em um gesto feito em um ato na cidade contra o resultado das eleições presidenciais. “Os braços foram estendidos para ‘emanar energias positivas’”, informa a investigação.

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