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JOSÉ WARMUTH

12/06/2026 06:00

Coisas que se come... Na linguagem coloquial

Você já se deu conta do grande número de nomes de coisas comestíveis que nós usamos nas gírias que empregamos ao nos comunicar?

O Doutor Leitão  recebe em seu consultório José Coelho, seu velho amigo íntimo e cliente, para uma consulta.

O diálogo:

— Olá, José, há quanto tempo! Vejo que você já está cheio de rugas. Um verdadeiro “maracujá de gaveta”. O que o traz aqui?

— É um “pepino”, Leitâo:  Tenho uma dor na “batata da perna” que nem me deixa dormir. Estou “comendo o pão que o diabo amassou”

— Deixe ver. Resolver esse seu “abacaxi”, para mim, é “sopa”. Lembra daquela dor que você tinha na “maçã do rosto” e que foi, para mim, “café pequeno” dar jeito?                    

— É, mas este problema me parece um “angu de caroço”. Dói pra “chuchu”.

— Vou lhe receitar um remédio mais fácil de tomar do que uma “salada de frutas”.

— Que caligrafia horrível a sua meu, caro doutor! Mais parece uma “sopa de letrinhas”.

— “Vai dormir, vinagre”. Leva ela “dobradinha” e só mostra na farmácia.  Ah, “boca de siri”.  Não ensina para ninguém o nome do remédio. Não quero perder clientela.

Diário do Sul
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