Você já se deu conta do grande número de nomes de coisas comestíveis que nós usamos nas gírias que empregamos ao nos comunicar?
O Doutor Leitão recebe em seu consultório José Coelho, seu velho amigo íntimo e cliente, para uma consulta.
O diálogo:
— Olá, José, há quanto tempo! Vejo que você já está cheio de rugas. Um verdadeiro “maracujá de gaveta”. O que o traz aqui?
— É um “pepino”, Leitâo: Tenho uma dor na “batata da perna” que nem me deixa dormir. Estou “comendo o pão que o diabo amassou”
— Deixe ver. Resolver esse seu “abacaxi”, para mim, é “sopa”. Lembra daquela dor que você tinha na “maçã do rosto” e que foi, para mim, “café pequeno” dar jeito?
— É, mas este problema me parece um “angu de caroço”. Dói pra “chuchu”.
— Vou lhe receitar um remédio mais fácil de tomar do que uma “salada de frutas”.
— Que caligrafia horrível a sua meu, caro doutor! Mais parece uma “sopa de letrinhas”.
— “Vai dormir, vinagre”. Leva ela “dobradinha” e só mostra na farmácia. Ah, “boca de siri”. Não ensina para ninguém o nome do remédio. Não quero perder clientela.