Micheline zim
Um bebezinho de apenas três meses completa uma família que chega à quinta geração, com quase um século separando as ligações familiares. O pequeno Heitor tem o privilégio de ter bem próximas dele não apenas a mãe, mas a avó, a bisavó e a tataravó. E de quebra, ainda por cima, uma tia, Bruna, de 25 anos.
Assim ficou formada a família de Leonir Ana Luiz, de 91 anos, com a chegada de seu tataraneto. A avó de Heitor e neta de Leonir, Tatiane Porto, de 49 anos, que mora em Tubarão, conta que a família se encontra praticamente todos os fins de semana e têm uma convivência muito próxima, mesmo não morando na mesma cidade.
A familia é de Jaguaruna. Leonir e a filha, Terezinha Luiz Porto, de 67 anos (mãe de Tatiane), ainda residem lá. Já a mãe do Heitor, Paula Porto Pereira, de 30 (e filha de Tatiane), mora em Treze de Maio. Com exceção de Paula, as três primeira gerações tiveram filhos antes dos 30 anos. Leonir, com 22, Terezinha, com 18, e Tatiane, também com 18.
“Ter minha avó participando da vida do meu neto – e tataraneto dela – é uma dádiva. É muito lindo o carinho que ela tem por ele. Eu me sinto abençoada por ter ela ainda presente em nossas vidas”, comemora.
“O aprendizado com tantas gerações foi de estar sempre ao lado de seus maridos ajudando no crescimento profissional, além da atenção e apoio total à família. Todas temos personalidades fortes, responsáveis, proativas, mas nunca deixando de lado a humildade”, pontua.
Sobre um possível choque entre gerações, Tatiane diz que a avó e a mãe têm alguns pensamentos um pouco diferentes dela e das filhas, mas que o respeito e o amor se sobressaem a cada diferença e sempre o que vence é a união familiar e “todas as maravilhas que isso nos proporciona. Ver o meu neto ter isso é um grande presente”, completa.