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Abril será de prevenção à sífilis em Tubarão

16/04/2019 06:00

Dentre todas as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que existem, a sífilis é uma das mais comuns. A doença, que muitas vezes não apresenta sintomas, tem crescido consideravelmente em Tubarão, assim como em todo o território nacional.


Com o objetivo de informar a população e tentar prevenir esses casos em Tubarão, o mês de abril – a partir deste ano – também vai começar a ser conhecido como o mês da prevenção da sífilis.


Conforme dados da Vigilância Epidemiológica, de 2017 para 2018 a cidade teve um aumento considerável da doença. Os números dos casos identificados quase dobraram. Foram 148 casos de sífilis não especificada, 30 casos em gestantes e 12 em crianças que adquiriram a sífilis congênita.


Os índices são altos, mas a enfermeira da Vigilância em Saúde Gabriela Nunes Martins relata que também aumentaram as formas de prevenção. “Estamos batendo nessa tecla para o pessoal se cuidar, principalmente o público jovem, que pensa que uma DST não mata como antigamente, mas, sim, as doenças oportunistas. E esse pensamento é muito grave”, relata.


Como a Fundação Municipal de Saúde está realizando ações com foco nas mulheres – como a violência contra as mulheres e a prevenção da gravidez na adolescência –, somando esses dados de jovens com o vírus no município, foi pensado em associar as campanhas e começar a intensificar a prevenção da doença.


Segundo Sandra Alves, enfermeira responsável pelo setor de IST/Aids e HV da Regional de Saúde, em Tubarão, está sendo realizado um excelente trabalho de detecção e prevenção à doença. “A realização dos testes está ajudando bastante. E os números só começaram a aparecer porque estão sendo feitas estas análises”, pontua.

 

Maior índice por faixa etária

De acordo com os dados da Regional de Saúde, no ano passado a maior faixa etária atingida pela sífilis foi entre as pessoas de 20 e 29 anos. Em Tubarão, 57 casos foram notificados. Braço do Norte vem em seguida, com 34 casos somente no ano passado. Imbituba está em terceiro lugar, com 24 casos; e Laguna, com 16 notificações entre 20 e 29 anos. A faixa etária entre 30 e 39 anos é a segunda com mais incidência, com 32 casos em Tubarão no ano passado. Apesar destas faixas etárias serem as mais atingidas, as notificações seguiram até em pacientes acima dos 80 anos, segundo a enfermeira Sandra Alves, com dois casos registrados em Laguna. “Por isso a importância e a necessidade da prevenção e da conscientização”, pontua.

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