Membros do DCE da UniSul, em Tubarão, foram buscar apoio dos vereadores
A redução das bolsas de estudo do Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fumdesc) para estudantes da Unisul, em Tubarão, mobilizou representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e chegou à Câmara de Vereadores.
Em reunião realizada nesta semana, acadêmicos buscaram apoio político para tentar reverter a situação, que, segundo o diretório, já afeta mais de 500 estudantes no município e ameaça a permanência de muitos deles na universidade.
Segundo os estudantes, a redução das bolsas já tem levado acadêmicos a interromper a graduação e pode provocar impactos na formação e retenção de profissionais, comprometendo o papel de Tubarão como polo regional de ensino superior.
Durante o encontro, o presidente da Câmara, Everson Martins, comprometeu-se a levar a pauta ao presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputado Julio Garcia, em busca de uma solução para os estudantes.
“Eles pediram basicamente apoio e representatividade política. Vamos conversar com o presidente da Assembleia Legislativa para tentar encontrar um caminho para esses estudantes”, afirmou.
Para o líder de comunicação do diretório, Victor Guterres, o resultado foi positivo. “Tivemos um retorno muito bom. Agora vamos ter um apoio das representações da cidade, coisa que antes não tínhamos”, afirmou.
Intenção é avançar nas conversas até o governo
Segundo o líder de comunicação do DCE, Victor Guterres, o diretório também espera avançar nas conversas com a prefeitura de Tubarão. “Eles vão tentar nos encaminhar para uma conversa com o prefeito Soratto e também buscar apoio junto a deputados estaduais. Agora sentimos que finalmente fomos acolhidos pelos nossos representantes”, disse.
Ao defender a mobilização, o vereador Matheus Madeira afirmou que a redução das bolsas ultrapassa os limites da universidade e pode gerar reflexos para o desenvolvimento do município. “Hoje o problema da falta de cursos na UniSul é mais da cidade do que da própria universidade. O Grupo Ânima deixa de abrir turmas por questões comerciais, mas quem perde é Tubarão.”
O vereador também alertou para os impactos na formação de profissionais. “Daqui a pouco vamos sentir a falta de professores e de outros profissionais porque diversos cursos deixaram de formar novas turmas.”
Governo
Sobre o posicionamento do governo do estado, que argumenta que a UniSul deixou de ser uma universidade comunitária e, por isso, não se enquadra mais nos programas estaduais de bolsas, Matheus Madeira defendeu que seja apresentada uma alternativa para os estudantes da região. “Se o governo entende que a UniSul não atende mais aos requisitos, que apresente uma alternativa para Tubarão. O estudante da cidade não pode ficar sem opção de acesso ao ensino superior com bolsas.”
Segundo o parlamentar, Tubarão é hoje o único dos principais polos catarinenses que não possui uma universidade apta a participar dos programas estaduais de bolsas de estudo.