Réu foi preso após julgamento que reconheceu homicídio qualificado e omissão de socorro
O motorista acusado de atropelar e matar o ex-jogador João Batista Lemos, conhecido como Tita, foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado e omissão de socorro. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira, no Tribunal do Júri, em Laguna.
Após a condenação, a Justiça determinou a execução provisória da pena, e o réu foi preso ainda no fórum. Ele poderá recorrer da decisão, mas permanecerá no sistema prisional.
Segundo a perícia, o veículo estava a 74 km/h, acima do limite de 60 km/h, quando atingiu Tita, que seguia de bicicleta para o trabalho pela Rodovia Francisco Pinho, antiga SC-436, em 9 de dezembro de 2021.
A investigação apontou que o motorista fazia uma ultrapassagem irregular pela direita. Após atingir o ciclista, ele deixou o local sem prestar socorro. Tita foi levado em estado grave ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, mas morreu horas depois, aos 54 anos.
Latas de cerveja
Durante o julgamento, o réu afirmou que havia ingerido duas latas de cerveja na noite anterior ao acidente e pediu perdão aos familiares da vítima. Os jurados reconheceram a qualificadora de utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Tita teve passagens pelo Laguna Esporte Clube, Marcílio Dias e Ferroviário, de Tubarão, além de ter disputado partidas pelo Campeonato Catarinense profissional.