Quarta-feira, 22 de abril de 2026
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RAMIRES LINHARES

22/04/2026 06:00

Incentivo

Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Conforme a ocasião.

Numa praça por aí, numa tarde de feriado, com sol batendo sem pedir licença e a vida passando preguiçosa, resolveram fazer um teste curioso. Nada de jaleco branco ou laboratório, apenas a cesta de basquete da praça, uma bola e um punhado de gente disposta a assistir e, sem saber, participar.

Chamaram primeiro uma moça que tinha com o basquete a mesma intimidade que eu tenho com a academia: zero. Dez arremessos da bola na cesta. Apenas um acerto. Até aí, tudo dentro do esperado, inclusive o mico.

Mas aí alguém coloca uma venda nos olhos da moça e pede para repetir os arremessos. Agora com um combinado silencioso com a plateia: a cada tentativa dela, aplausos calorosos, como se ela fosse a reencarnação do falecido Oscar Schmidt. A moça lançava e o povo aplaudia e celebrava mais um “acerto”. Quando tiraram a venda e pediram mais dez arremessos, cinco acertos. A mesma moça, a mesma bola, mas outro resultado. Parece mágica, mas atende pelo nome de confiança.

Na sequência, entra em cena o oposto: um jogador experiente, daqueles que acertam até de costas. Dez arremessos, nove cestas. Aí repetem o ritual da venda, só que agora com a torcida no modo crítico: vaias, resmungos, desaprovação e xingamento, a cada arremesso. Quando ele volta a enxergar e tenta de novo, seis acertos. Ainda bom, mas bem menos do que antes.

Lá naquela praça, entre uma bola que bate no aro e outra que nem chega, fica a lição: a gente joga melhor quando a vida aplaude ou, pelo menos, quando a gente acredita que está sendo aplaudido. E joga pior quando só escuta vaia, mesmo que ela nem seja tão merecida assim.

No fim das contas, talvez o segredo não seja acertar sempre, mas escolher bem quem fica na nossa arquibancada. E, sempre que possível, ser o tipo de pessoa que aplaude o esforço alheio, já que o outro, por vezes, só precisa disso para começar a acertar mais.


Infância
A infância dura em média 12 anos. Hoje em dia, menos. Estamos vivendo com muita pressa, de um modo que os guris e as gurias, especialmente essas, estão ficando adultos muito cedo. E tem pais colaborando pra isso. Nota-se que, com o avanço da medicina, a expectativa de vida tem aumentado bastante, com pessoas vivendo até 90, 100 anos. Mas este aumento de vida é só na velhice. A medicina só consegue espichar o fim da vida. Só que a magia mora no começo. Assim, não tenha medo de deixar seus pequenos serem crianças. Eles agradecem.

Cura
Conselhos da médica alagoana Nise da Silveira (1905-1999): “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas. É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade...”

Vida
Cheiro de amaciante na roupa. Um bolo no forno. A risada de uma criança. Um cão abanando o rabo. Um fim de tarde alaranjado. Um cochilo. Um papo sem pressa com alguém que a gente gosta. A vida é deliciosa quando a gente resolve amar os detalhes.
 

Europa
Os queridos Luiz e Fabíola Cechinel e Gelson e Bela Borghezan curtindo as belezas do Velho Mundo, com passeios cheios de cultura na França, Itália e vizinhança. Boa viagem, gente!
 

Claudinha
A empresária Cláudia Borges de Souza, amiga querida, celebrando nova idade no feriado. Parabéns! 
 

Marcos
Ainda celebrando o aniversário, ao lado de sua amada Elane, o contador Marcos Mangerônio Freitas. Parabéns, maninho! 
 

Joma
Feliz aniversário ao candidatíssimo João Marcelo Fretta Zappelini, que celebra a data querida entre amigos.


Frase solta, que deveria estar presa:
“Se tudo o que você ofereceu não foi suficiente, ofereça a sua ausência.”

Diário do Sul
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