Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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RAMIRES LINHARES

17/04/2026 06:00

O violinista

Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Conforme a ocasião.

No metrô da capital dos Estados Unidos, em uma manhã, não faz muito tempo, o dia começava normal. Gente descendo escadas, atravessando corredores, olhando o relógio como quem negocia com o tempo. O metrô não espera, o chefe não espera, a vida, dizem, também não. 

No meio desse fluxo apressado, um homem encostou-se à parede e começou a tocar.

Não era qualquer homem. Era Joshua Bell, o maior violinista do mundo. Não era qualquer som. Era Johann Sebastian Bach deslizando pelas cordas de um Stradivarius de 1713, desses que carregam séculos na madeira e milhões no valor. Mas ali, naquele subterrâneo de Washington, D.C., nada disso parecia importar.

Uma mulher reduziu o passo por dois segundos, como se algo dentro dela tivesse reconhecido a beleza, mas logo retomou a marcha, talvez lembrando de um compromisso mais urgente. Um homem jogou algumas moedas sem olhar, como quem paga um pedágio invisível à própria consciência. Uma criança quis parar. Sempre há uma criança que quer parar. Mas foi puxada pela mão, porque o mundo adulto ensina cedo que contemplar é atraso.

E assim, nota após nota, a música mais sofisticada do mundo disputava espaço com passos apressados e não conseguia vencer.

Dias antes, aquele mesmo homem havia sido aplaudido de pé em uma sala elegante, por pessoas que pagaram centenas de dólares para lá estarem. 

O que mudou?

Não foi a música. Não foi o músico. Não foi o instrumento.

Foi o cenário.

Talvez a beleza precise de moldura para ser reconhecida. Talvez o extraordinário, quando veste roupas comuns, se torne invisível aos olhos treinados para procurar etiquetas. Ou talvez, e isso é o pior, nós tenhamos desaprendido a perceber.

Afinal, quantas vezes a vida nos oferece um instante raro e nós seguimos em frente, porque “não dá tempo”? Quantas vezes algo nos chama, baixinho, e a gente responde com pressa? Quantas músicas passam por nós todos os dias sem que sequer diminuamos o passo?

Naquela manhã, não foi o violinista que estava escondido. Foram as pessoas que estavam distraídas demais para enxergar.


Davi
Às vezes é preciso se inspirar na bíblia. Por exemplo, ser como Davi e resolver as coisas na pedrada...

Inteligência
Pessoas com a metade da nossa inteligência estão conquistando muito mais coisas do que a gente. É porque, justamente, elas não têm inteligência suficiente para duvidarem de si mesmas!

Lugar
Outro dia fui num desses Méqui da vida e pedi algo com camarão. Acredita que não atenderam o meu pedido? Daí fiquei pensando, será que eu pedi muito? 
Na verdade não, eu só pedi no lugar errado. 
Na vida também é assim. Às vezes tá difícil de conseguir o que se quer, justamente por estarmos buscando no lugar errado. E nem é de comida que eu estou falando...
 

Foto: Divulgação/FEBRAC/DS

Prolincon premiada
O gerente executivo do Grupo Prolincon, Antônio Justino, recebendo o Prêmio Qualidade em Serviços, concedido pela Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação, durante o Eneac 2026, realizado no Rio Grande do Norte. 
 

Acorde literário
A Orquestra Santa Terezinha, em parceria com a Academia Tubaronense de Letras, inaugura neste sábado o projeto Acorde Literário. O evento vai fazer uma fusão de música e poesia, com declamações de poetas da região e apresentação musical de Manuela Fagundes e Theo Salvador. Acontece às 19h, na sede da orquestra, com entrada franca. 
 

Com K
A jornalista, mestre de cerimônias, atleta, aventureira, cheia de energia Kamila Melo Mendonça celebrando nova idade nesta sexta-feira. Parabéns, queridona! 
 

Rotary em ação
O Rotary Club de Tubarão Cidade Azul realizou a entrega de mais um relevante projeto, desta vez ao Centro de Educação Infantil Leonor Lima Brasil, do bairro Oficinas. Com o apoio das empresas Diamante Energia, Ferrovia Tereza Cristina e Borges Corretora de Seguros, o Rotary disponibilizou aos alunos do CEI uma brinquedoteca com materiais essenciais para o desenvolvimento das atividades na primeira infância. Parabéns aos rotarianos e parceiros! 


Frase solta, que deveria estar presa:
“Saber para onde não voltar também é uma decisão”.

Diário do Sul
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