Nos lares, independentemente de classe social, prevalece o controle do quanto se pode gastar no período em que recebe o montante pelo trabalho realizado, aqui tomando como base a percepção mensal. Ainda que sejam auxílios sociais como os “bolsas”, o indivíduo ou a família tem que administrar bem para não se privar das necessidades básicas até que entre o novo salário. Nas organizações privadas e públicas prevalecem os orçamentos para dar cabo das demandas. E vem a discussão: e se o cobertor for curto? Numa posição incômoda, em se tratando do setor público, o mínimo merecido à subsistência. E para não afetar o quadro, penaliza-se algum setor. Os gastos, por serem exagerados, quase sempre acabam superando as receitas, que não “caem” dos céus. Elas têm que ser produzidas a qualquer custo, sob pena de não atender as despesas programadas/campanhas.
Como proceder?
Mas as renúncias fiscais também são motivos para as contas não fecharem. Há que se ter muito claro quais são importantes, as que já cumpriram com os propósitos e aquelas que nada de útil produzem, salvo a interesses particulares. Nesse contexto, entidade dos auditores fiscais federais questiona o governo sobre esses projetos que só prejudicam o poder público, além de piorar o quadro já deficitário pelo excesso de gastos. O incremento pelo lado da receita também está exaurido, sem contar com a negativa congressista em aumentar. As discussões técnicas nem sempre são atendidas, prevalecendo os interesses políticos e aí entra a “mão amiga”.
Por aqui
Em recente publicação na mídia, o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, relata a situação da gestão governamental em SC. Vem afirmando que investir em áreas prioritárias: saúde, educação, segurança, infraestrutura com responsabilidade, sem aumentar impostos e com foco em entregas à sociedade catarinense, dá resultado. Apesar do cenário desafiador, a arrecadação evoluiu e a atração criteriosa de investimentos gera emprego, promovendo o desenvolvimento sustentável.
Um novo ano
Com a passagem do tempo as coisas se ajeitam, desaparecendo os momentos antes conturbados. Com as proximidades do fim e início de ano, pesa na consciência o que fora prometido e deixou de se cumprir. No corre-corre da vida procuram-se fórmulas mágicas para realizar os sonhos. Por precaução, medo, omite-se até o óbvio, tal qual a expressão antiga: “Vou entrar com o pé direito”. Surgem os questionamentos sobre o perfil ideológico, se está desse ou do outro lado. Um prato cheio para as discussões, minando as festividades, tudo por conta de capricho/modismo de fulana, sicrano etc. Perdem-se o sentido e aprendizado na descontraída gargalhada, na boa conversa e no silêncio em observar o relato de causos e fatos, na formação de ideias à conclusão do exercício. Por fim, ter a certeza de que o tempo passado foi proveitoso, rememorando e ainda dizendo: obrigado!