Frequentemente, autoridades do Judiciário e do Executivo (neste último incluem-se todas as polícias e fiscos dos três entes) e do Ministério Público (atribuição independente) deparam-se, das megacidades aos confins do território nacional, com operações que dilapidam o patrimônio público. Bom lembrar que se trata da minoria dos homens ou mulheres na administração pública ou na iniciativa privada que, quando sentam para tratar de projetos, contratos e, por fim, negócios, o fazem de forma desonesta. No rol, há os sem compromisso, por não pertencerem aos quadros, e, da mesma forma, os concursados indo no campo das facilidades, ambos sem nenhum zelo com a coisa pública. Mas são tantas as falcatruas, principalmente quando se trata de licitações, que parece a honestidade ser exceção e não a regra. Não é pelo fato de ser ano de eleições que qualquer enxurrada se transforme em enchente. Talvez sim, para quem se acostumou com o ambiente promíscuo, o de não respeitar a fronteira onde começa um e termina o outro. Fica-se a imaginar qual será o comportamento quando alguns desses autores, daqui a alguns meses, em plena campanha eleitoral, forem defenestrados em frente às câmeras ou nos debates, questionados ou até apontados sobre os feitos do passado. Pior que, mesmo com provas, as saídas pelas tangentes e as mentiras deslavadas farão parte do cenário. Daí a célebre frase: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, atribuída a um assessor de comunicação de Hitler. Mera coincidência quanto à origem.
Blindagem geral
O assunto debatido é corriqueiro, entretanto necessário. Ao envolver, na maioria, montantes expressivos de impostos que você, leitor, pagou, e que, se não fossem desviados, mas aplicados devidamente nas áreas prementes das cidades, os benefícios seriam alcançados pela sociedade. Pior ainda quando se aguarda um desfecho contrário aos praticantes do mal; após passados pelos holofotes de autoridades demonstrando serviço prestado em primeira mão a órgão “influente”, o resultado não é o desejado. A maioria dos processos transforma-se em pizza pelo fato de os tentáculos abrangerem contingente próximo… do meu próximo… De onde menos se imagina, numa guinada de noventa graus e camuflada de autoridade, surge a blindagem para frear.
Sonegação no trânsito
A circulação de mercadorias em território catarinense deve estar acompanhada de nota fiscal, assim como os seus serviços efetivados devem ser comprovados mediante documentação fiscal. Pelo fato de não haver uma fiscalização constante nas ruas, muitos deixam a coisa correr frouxa. E sempre que se realizam operações em pontos estratégicos, deparam-se com produtos desacompanhados de nota fiscal. A operação da última semana aqui no sul deve se repetir em outras datas, por toda SC. Uma tarefa ao contador: orientar seu cliente reclamão, que nem sempre cumpre com suas responsabilidades tributárias.
Refletindo
“Que o sal tempere e acenda a luz da consciência, evitando o afano à coisa pública”. Uma ótima semana!