Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
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MATHEUS MADEIRA

13/02/2026 06:00

Vai ter segundo turno?

Quando recorreu a Adriano Silva (Novo) como seu vice, Jorginho Mello (PL) deu um passo decisivo na tentativa de impedir que a eleição deste ano vá para o segundo turno. É quase consensual nas rodas políticas do Estado que o governador tem, pela robustez da máquina estatal e pelo monopólio do bolsonarismo, uma condição ímpar de vencer a disputa já na primeira fase. E também que teria dificuldades caso seja necessária a nova rodada, com um adversário único. Impedir que o prefeito de Joinville concorra foi um jeito de evitar um nome forte como “terceira via”, mas voltar atrás em um acordo com o MDB foi um efeito colateral cujos efeitos ainda serão sentidos. Hoje temos basicamente três candidaturas competitivas no Estado: a do próprio Jorginho, unindo PL, Republicanos e Novo; a de João Rodrigues (PSD), que tende a herdar a candidatura ao Senado de Caroline de Toni (PL) ou Esperidião Amin (PP) que não couber no projeto de Jorginho; e a de Gelson Merísio, que ainda não tem uma sigla definida, mas pretende partir da centro-esquerda e avançar o quanto puder sobre o que podemos chamar de “centro”. Dá segundo turno? Difícil afirmar. Se o MDB tiver candidato próprio, é mais provável.

Um quadro diferente
Em 2022, Jorginho enfrentou um Décio Lima (PT) que, isolado politicamente, não conseguiu atrair apoios formais dos demais candidatos, como Carlos Moisés, Gean Loureiro e Esperidião Amin. Tudo indica que dessa vez será diferente. João Rodrigues, Gelson Merísio e Antídio Lunelli podem atrair um voto à direita que, por qualquer razão, não se sinta representado pelo governo atual.
 

O fator Antídio
No dinâmico cenário eleitoral de Santa Catarina, a novidade é a suposta pré-candidatura de Antídio Lunelli ao governo. O MDB inclusive lançou um calendário de encontros regionais em que a possibilidade deve ser debatida - o encontro de Tubarão está marcado para 5 de março. Vamos lembrar que Antídio buscou muito a candidatura em 2022 e acabou derrotado internamente pela proposta de apoiar a reeleição de Carlos Moisés. E que o então governador ainda vetou o seu nome para a vaga de vice. Portanto, é de se supor que se cerque de algumas garantias para topar a empreitada.

Faltou um
Na semana passada falei que João Marcelo (MDB) seria o primeiro nome anunciado como pré-candidato a deputado federal na Amurel. Na verdade é o segundo, porque já faz alguns meses que Kauê Locks (Novo) está na estrada.

Diário do Sul
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