Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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MATHEUS MADEIRA

23/01/2026 06:00

Jorginho dispensou MDB e PP

Jorginho Mello abalou as estruturas da política catarinense nos últimos dias ao dar sinais de que pode, na prática, dispensar MDB e PP (que integra a União Progressista) de sua chapa majoritária. Em nome de uma composição puro-sangue bolsonarista, o governador teria convocado Adriano Silva (Novo), prefeito de Joinville, para a vaga de vice. Justamente a posição que vinha sendo almejada pelo MDB. Na corrida ao Senado, desenham-se duas candidaturas do PL: Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. Sobrou para Esperidião Amin (PP), que precisaria encontrar outra aliança para buscar a reeleição. É um terremoto que deixa sem casa os dois partidos que tradicionalmente dominaram a política estadual. Não combateram a hegemonia da extrema-direita e agora correm o risco de ser engolidos.

Decisão tomada
O jornalista Marco Aurélio Braga, do portal upiara.net, afirmou que Adriano já decidiu renunciar e que a oferta feita por Jorginho é a grande possibilidade. Quem assume é a vice-prefeita Rejane Gambin. Assim, o Novo segue governando a maior cidade de Santa Catarina.

Nova via?
A grande dúvida é: o que MDB e União Progressista farão depois de confirmado o despejo? Deixarão seus espaços no governo Jorginho? Apoiarão João Rodrigues? Ou farão parte da formação de uma nova frente?

Lula, Flávio e Ratinho
Essa movimentação acontece no momento em que parece ficar claro que não haverá uma frente única de centro-direita na disputa presidencial. Contra Lula, deve haver ao menos duas chapas: Flávio Bolsonaro (PL) e Ratinho Júnior (PSD).

Diário do Sul
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