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MATHEUS MADEIRA

25/09/2026 06:00

Uma caixinha de surpresas no celular

Faltam menos de duas semanas para as eleições deste ano e o cenário, como bem mostram as pesquisas, é um tanto incerto. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro apresentam intenções de voto muito consideráveis e taxas de rejeição em níveis semelhantes. A todos os demais candidatos parece ter restado o papel de coadjuvantes absolutos – ainda mais considerando a tendência de migração de voto útil nos últimos dias. Podemos nos perguntar o que ainda pode mexer nesse tabuleiro e há uma resposta bem óbvia: o celular de Daniel Vorcaro. Foi de lá que soubemos, nos últimos dias, da sua relação muito estreita com Flávio. Uma “irmandade”, como eles mesmos definiam nas conversas de WhatsApp – provavelmente sem fazer ideia de que elas seriam um dia vazadas e publicadas num relatório da Polícia Federal. O colunista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que há no aparelho apreendido 5 mil arquivos de nudez e sexo explícito, por exemplo. O que dá a sensação de que podemos ficar sabendo de algo até mais impressionante que cobranças milionárias e informações privilegiadas sobre operações policiais. Não se sabe se os próximos dias vão mudar o curso das pesquisas, mas é provável que sejam animados.
 

Quem votaria no Trump?
A campanha eleitoral brasileira deixou claro que Donald Trump está muito de olho no resultado da nossa disputa. Os interesses em ter o Brasil na sua lista de países dominados são imensos e há um candidato que, até de maneira oficial, se alinhou a essa ideia. É Flávio Bolsonaro, criticado até na direita por abrir as portas para a interferência externa no pleito que se aproxima. No dia 4 vamos saber ao certo quem votaria em Trump se tivesse essa oportunidade.

Segurança das Mulheres
Segundo o levantamento “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, 78% das mulheres afirmam já ter passado por pelo menos uma situação de violência. O dado mais amplo chama atenção: 98% das brasileiras adotam algum tipo de estratégia para diminuir os riscos de violência no cotidiano.

As mudanças
As mudanças vão desde evitar determinados lugares até alterar trajetos, horários e formas de deslocamento. Realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber, a pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas digitalmente entre 22 e 30 de abril de 2026, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Diário do Sul
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