Helena Uliano Cardozo, de Tubarão, relembra trajetória marcada por desafios, dança e fé durante o tratamento
A dança sempre fez parte da vida de Helena Uliano Cardozo. Natural de Tubarão, ela iniciou no balé ainda criança e encontrou na arte a força necessária para enfrentar um dos momentos mais difíceis da vida: o diagnóstico de um Sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer ósseo, descoberto em outubro de 2024.
O Diário do Sul já havia contado anteriormente a história da jovem durante o tratamento. Agora, vivendo uma nova fase após meses intensos de cuidados médicos, Helena celebra o recomeço e a retomada da rotina ao lado da dança.
“Receber o diagnóstico foi algo invasivo e assustador. O câncer virou minha vida de cabeça para baixo. Entre todas as incertezas, eu só tinha uma certeza: Deus. Foi Ele quem me sustentou em cada etapa”, relembra.
Segundo Helena, um dos maiores medos durante o tratamento era não conseguir voltar a dançar.
“Eu sempre digo que a dança foi o primeiro amor da minha vida. Quando descobri o câncer, pensei que talvez não pudesse mais viver isso. Foi desesperador”, conta.
Superação
Durante o tratamento, Helena enfrentou sessões de quimioterapia, radioterapia, cirurgia e internações, além de complicações como uma infecção no cateter que a levou à UTI por dois dias.
“Foi um processo muito intenso. Meu corpo ficou fraco, perdi movimentos da mão e do punho, perdi cabelo e muitas vezes não me reconhecia. Mas tudo isso me fez descobrir uma força que eu não sabia que existia em mim”, afirma.
Mesmo em meio às dificuldades, ela voltou às aulas de dança em janeiro de 2025, incentivada pela professora Ana Olímpio.
“Enquanto eu ensaiava, meu corpo pedia descanso, mas a dança me fazia continuar. Voltar a dançar foi como reencontrar uma parte de mim”, destaca.
Hoje, Helena segue em acompanhamento médico e afirma que vive uma nova perspectiva sobre a vida. Além de continuar dançando, ela também já auxilia nas aulas de balé e planeja novos passos para o futuro.
“Sobre os planos para o futuro, eu já auxilio nas aulas de dança. Entre eles também está ingressar na faculdade de Educação Física, continuar dançando, dar aulas e, claro, participar do espetáculo de fim de ano”, conta.
Para Helena, toda a trajetória trouxe uma nova forma de enxergar a vida e valorizar os momentos simples do cotidiano.
“Hoje eu valorizo muito mais as pequenas coisas. Agradeçam até por um único respiro. Estar vivo e ter saúde são privilégios”, conclui.