Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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MATHEUS MADEIRA

02/10/2026 06:00

Como queremos lidar com Trump?

Faz menos de 45 dias que a campanha eleitoral começou. E o fluxo frenético de notícias foi tão intenso que parece muito mais. O começo da corrida foi marcado pelas revelações do escândalo do Banco Master. A primeira etapa foi a do financiamento de Dark Horse – um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que agora é suspeito de ser uma lavanderia de dinheiro público para sustentar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O caso evoluiu para as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal, por via direta ou através de escritórios de advocacia de parentes muito próximos deles. Caminhando ainda um pouco mais nos deparamos com a polêmica sobre o tratamento que Flávio Bolsonaro pretenderia dar a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, em sua eventual gestão. Cada tema teve seu ápice e todos são inegavelmente relevantes, mas há de se observar o que talvez seja realmente mais importante: o interesse dos Estados Unidos no resultado dessa disputa. Não é nenhum segredo que a gestão de Donald Trump não aprecia a independência de outros países. Especialmente os da América Latina. Uma candidatura propõe o enfrentamento desse quadro; a outra quer se encaixar sob as diretrizes do gigante continental. É essa a escolha que o país começará a fazer no domingo.

Licença-maternidade
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu unificar os períodos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. A decisão, tomada por unanimidade, estabelece que mães biológicas e adotivas tenham direito a até 180 dias de licença remunerada, independentemente do vínculo trabalhista ou funcional. A medida foi definida durante o julgamento de uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionava a diferença existente entre os prazos concedidos conforme o regime de contratação da mulher.

Vínculos familiares
Segundo a AGU, a ampliação permite mais tempo para a recuperação da mulher, os cuidados com o bebê e a formação dos vínculos familiares. A medida também aproxima o período de afastamento dos seis meses de aleitamento materno exclusivo recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Santa Catarina polarizada
Curiosamente, a polarização nacional parece encontrar uma espécie de epicentro em Santa Catarina. As maiores lideranças do Novo, por exemplo, parecem nunca ter dado muita importância à candidatura de Romeu Zema à presidência. Provavelmente pela composição com o PL na disputa pelo governo do Estado.

A vez de João
Nesta semana, João Rodrigues resolveu abandonar publicamente a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado para aderir a Flávio Bolsonaro. Provavelmente tentando um último tiro para buscar o segundo turno contra Jorginho Mello.

Diário do Sul
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