Uma pessoa foi presa preventivamente ontem, em Jaguaruna, durante uma operação contra crimes de fraudes fiscais e sonegação de impostos.
Outro suspeito, também de Jaguaruna, seguia foragido até o fechamento desta edição. Na região, quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, sendo dois em Treze de Maio e dois em Jaguaruna.
A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) do Ministério Público de Alagoas. Segundo as investigações, os alvos da operação se aproveitaram de pessoas em situação de grave vulnerabilidade social, utilizando-as para a obtenção de Tokens (certificados de assinaturas digitais) que possibilitaram as inúmeras fraudes.
Duas empresas em Santa Catarina teriam participação nos esquemas fraudulentos. Além dos chefes, há ainda empresários, contadores e testas de ferro, que foram identificados e que serão alvos de ações penais separadas, que podem chegar até 80 anos de reclusão.
De acordo com o Gaesf, as fraudes aconteceram por meio da emissão de 100 notas fiscais fraudulentas, no valor aproximado de R$ 23 milhões, através de quatro empresas de fachada, com informações não verdadeiras relativas à propriedade e gestão desses estabelecimentos comerciais que, na prática, jamais existiram.
Para o cometimento dos ilícitos penais havia participação criminosa de contadores, empresários, “testas de ferro” ou “laranjas”. É provável que haja uma extensão do grupo criminoso, razão pela qual, além dos investigados em Alagoas e Santa Catarina, o Ministério Público também apura o envolvimento de mais pessoas em outras unidades da federação. Na operação, chamada de Noteiras III, foram apreendidos três veículos, um reboque, um jet-ski, 149 folhas de cheques preenchidas e R$ 109.210 em espécie. Outros seis suspeitos também foram presos em Alagoas.