Governo do Estado diz ter interesse em realizar a obra, mas não tem qualquer previsão
A construção da sonhada ponte do Pontal, sobre o Canal da Barra, em Laguna, obra aguardada há mais de quatro décadas, não tem data para sair do papel, apesar da expectativa lançada no fim do ano passado com a autorização de uma licitação para a obra, feita pelo então governador Carlos Moisés. O projeto atual deverá ser revisto.
O governo do Estado irá rever o projeto e as planilhas orçamentárias para se adequar à realidade financeira da administração central estadual. O problema, segundo o secretário da Casa Civil, Estêner Soratto da Silva Júnior, é que não há recursos para a obra, orçada no projeto do governo anterior em R$ 346 milhões.
O secretário afirma que a autorização da licitação em dezembro passado não passou de um mero ato simbólico, já que o edital nem poderia ser lançado, uma vez que faltavam outros projetos, como o ambiental e o de impacto, por exemplo, entre outros trâmites necessários.
Além disso, para este projeto, Estêner disse que o governo anterior deixou apenas no orçamento algo em torno de R$ 20 milhões. “Não é nem 10% do valor total. Como podemos fazer uma licitação, contratar uma empresa, sem ter, no mínimo, 50% dos recursos?”, avalia. “Ele vendeu uma fantasia para todos nós, moradores do Sul, principalmente aos lagunenses, e agora precisamos encontrar maneiras de resolver essa questão da obra da ponte, que também consideramos necessária e importante. Mas tem que ser viável e realista”, completa.
Ainda segundo o secretário, o governo pretende mexer no projeto ainda este ano e, entre as mudanças, deve envolver a questão de a ponte ser pista dupla.
“Ela tem pista dupla dos dois lados, porém afunila nas cabeceiras, uma vez que a SC-100 ainda não está duplicada e não há planos para essa obra” pontua. “Além disso, vamos ver se há mesmo necessidade de a estrutura ser estaiada – como a Ponte Anita Garibaldi -, o que encarece muito a obra. A ponte continua no radar e é uma obra que vai melhorar a vida das pessoas, que são o foco do governo Jorginho Mello. Ela representa acesso mais fácil e desenvolvimento da economia de toda uma região”, completa.
Projeto apresentado no fim do ano
Pelo projeto apresentado pelo governo anterior, a ponte teria 764 metros de comprimento e 65 metros de altura em seu ponto máximo. Teria quatro faixas de rolamento, duas em cada sentido, com ciclovia e passarela de pedestres. A obra também incluiria interseções com as vias de acesso já existentes, além de um prolongamento da SC-100. O custo previsto na época foi de R$ 346 milhões.