Há um ano escrevia neste espaço que Lula não seria mais o candidato da esquerda ao Planalto e parece que, chegando perto do pleito, a tese começa a virar uma realidade.
Desde a redemocratização, Lula participou de seis das nove eleições presidenciais diretas já realizadas. Ganhou três (2002, 2006 e 2022) e perdeu três (1989, 1994 e 1998).
O Brasil cansou. Quer mudança. Não houve nada que indicasse uma melhora significativa nos últimos quatro anos e os números de aprovação do atual governo refletem essa insatisfação.
Eu tô dizendo... II
A Pesquisa Genial/Quaest publicada na última quarta-feira, dia 15, demonstrou que a tendência de piora do trabalho do governo Lula ainda não foi revertida. Nem mesmo a isenção do Imposto de Renda foi capaz de alterar a percepção do brasileiro quanto à negatividade do atual momento.
A pesquisa traz um dado relevante: 72% da população afirma que os preços dos alimentos aumentaram no último mês e este fator é crucial para entendermos o porquê dos números de aprovação do governo continuarem onde estão.
Quando 52% da população desaprova uma administração, ela dificilmente será reconduzida ao poder. E Lula sabe disso.
Eu tô dizendo..III
Mas não são só os péssimos números de aprovação do governo que farão Lula refletir. Hoje, seis meses antes da eleição, Flávio Bolsonaro já aparece à frente nos votos válidos e a tendência não permite imaginar que o atual presidente conseguirá reverter o quadro.
Lula sabe que não se trata do fortalecimento da direita. É ele que está derretendo.
Aos 81 anos, ciente de tantas dificuldades, Lula, na última terça-feira, apontou para o senador do Ceará, Camilo Santana e sentenciou: “Talvez precisemos dele, se eu não concorrer.”
Essa declaração pública é um recado claro à militância de que Lula cogita não ir para a reeleição e, modéstia à parte, quem acompanha a coluna não ficou nem um pouco surpreendido.
Nojo
O ministro Gilmar Mendes fez um textão em sua conta do X criticando o governador Romeu Zema, de Minas Gerais. Disse ele:
“É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União (...).
É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião”.
Nojo II
Romeu Zema não se conteve e respondeu à altura: “O intocável ataca novamente… Quer que eu fique calado? É só os ministros intocáveis pararem de roubar o brasileiro, parar de beneficiar os seus familiares… deixem de ser intocáveis e voltem a ser juízes, empregados do povo”. E continuou: “Moraes e Toffoli não merecem impeachment, merecem prisão”.
Beira o inacreditável perceber que o ministro Gilmar Mendes declare com tanta naturalidade que seu julgamento deva ser considerado como um favor que precisa de retribuição.
Gilmar, assim como Tóffoli e Alexandre de Moraes, já não é mais juiz, mas verdugos da lei e da Constituição. Não é possível que a sociedade brasileira continue a olhar todo esse escárnio com cara de paisagem.
Pedro Zappelini
Há uma prática comum que requer atenção de todo o cidadão que possui responsabilidade. São inúmeros os atos em que políticos destinam valores relevantes para obras, sem que essas sejam realmente realizadas.
Festejar o repasse de emendas não é suficiente. Cobrar a utilização desses recursos de forma adequada e a entrega das obras prometidas é a nossa obrigação.
Pedro zappelini II
A prefeitura de Tubarão formalizou a Ordem de Serviço para o prolongamento da Avenida Pedro Zapelini no dia 19 de setembro de 2025. O investimento, de R$ 3.382.999,98, é proveniente do programa “Obra Pra Valer” e está sendo executado pela empresa Qualidade Mineração, vencedora da licitação.
O problema é que na data do anúncio, o prazo estipulado para a entrega da obra era de 150 dias e lá se vão mais de sete meses sem que tenhamos uma perspectiva real de sua finalização.
Qualquer cidadão sabe que o tempo da obra pública não é o mesmo da obra privada, mas ele também possui expectativas quando os seus líderes se comprometem com prazos que na maioria das vezes não podem ser cumpridos.
Quarta nobre
Sob os conselhos do “chefe” Reny Tito Heinzen e da organização do primeiro-ministro Fabiano Bordignon, a turma da “Quarta Nobre” tem se notabilizado como a melhor pedida para debater política, relembrar o passado e contar causos da vida.
Vale uma menção toda especial ao dono da casa, nosso amigo Nelson, que recebe com maestria essa galera rara.
Vida longa a todos!!
Canto Da beleza
Letícia Machado de Souza está se formando em Direito e tem tudo para se tornar mais uma grande advogada da nossa região. Linda, com esse olhar que exala charme, nossa querida amiga também passa por aqui para demonstrar sua estonteante beleza.
Apreciem!