Pelo menos quatro bandidos que se feriram durante o assalto a banco em Criciúma, no dia 30 de novembro, poderão ter suas identidades reveladas nas próximas semanas por meio do DNA coletado pela perícia nos locais do crime.
Os exames foram iniciados há uma semana pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).
A coleta de sangue aconteceu em um dos carros usados pelos suspeitos, no qual o motorista e o carona podem ter sido atingidos em frente ao Banco do Brasil e na praça onde um dos bandidos foi baleado por um delegado.
O assalto aconteceu na noite do dia 30 de novembro e na madrugada de 1º de dezembro. Na ocasião, a cidade foi cercada por uma quadrilha fortemente armada, que usou reféns como escudo, provocou incêndios, bloqueou entradas, atacou um quartel da polícia e deixou um policial militar gravemente ferido. Ao todo, 14 suspeitos de envolvimento no crime foram presos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
ESTADO DE SAÚDE DELICADO
Internado há pouco mais de duas semanas, desde que foi baleado durante o assalto, o quadro de saúde do soldado Jeferson Luiz Esmeraldino ainda inspira cuidados intensivos. O morador de Tubarão, de 32 anos, continua internado na UTI do Hospital de Criciúma. O soldado tem picos de febre e a equipe médica tem enfrentado dificuldade para retirá-lo da ventilação mecânica. “Tornam-se mais prováveis as chances de evolução com danos neurológicos. O cenário é de gravidade, e desfechos piores não são descartados”, informa parte do comunicado assinado pelo comandante da 6ª Região da Polícia Militar (6ª RPM), Evandro de Andrade Fraga, divulgado ontem.