Uma agressão enquanto a vítima celebrava o próprio aniversário. Com socos, o marido atingiu a mulher covardemente, a ponto de ela perder um dos dentes.
A ocorrência foi registrada em Imbituba durante a confraternização familiar. A vítima, em relato para a Polícia Militar, disse que o companheiro teria bebido e, depois, iniciado as agressões físicas e verbais. O homem foi preso, e o caso, enquadrado como mais um caso de violência doméstica pela Lei Maria da Penha.
Com o objetivo de enfrentar a violência doméstica contra a mulher, como nesse caso de Imbituba, e aprimorar o sistema de proteção às vítimas, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) iniciou nesta semana a 2º edição da Operação Maria da Penha. A ação, de cunho nacional, vai até o dia 27 de setembro.
A PMSC estará atuando com ações visando intensificar o atendimento às vítimas de violência contra a mulher, reforçar a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas, além de conscientizar a população sobre a importância de denunciar as agressões. No Estado, a operação será realizada pelo Colegiado de Segurança Pública, com apoio e execução das polícias Civil e Militar.
O comandante-geral da PMSC, coronel Marcelo Pontes, destaca que “nossa corporação vem realizando de forma ostensiva o combate à violência contra a mulher. Esse trabalho é realizado por todos os policiais de plantão, que atendem aos chamados de ocorrências e do programa Rede Catarina”.
Mais de 100 vítimas são acompanhada
Somente em Tubarão, a Rede Catarina de Proteção à Mulher acompanha atualmente pouco mais de 100 vítimas de violência doméstica, segundo a Polícia Militar da cidade. A rede é um programa institucional, criado pela PMSC, pautado na filosofia de polícia de proximidade, e busca conferir maior efetividade e celeridade nas ações de proteção às mulheres. “Desse modo, esse apoio é de extrema importância para auxiliar o seu fortalecimento e conseguir romper o ciclo de violência”, explica a PM.
A PM ressalta ainda que a Patrulha Maria da Penha atende às vítimas, verifica suas necessidades e realiza os encaminhamentos para os demais órgãos, como o acolhimento em abrigos ou a inscrição dos filhos das vítimas em creches.
“As vítimas precisam saber que contam com essa rede de apoio e que há canais para denunciar as violações, com denúncias pelo 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão”, reforçou em nota o órgão.