O Ministério Público da comarca de Imaruí ofereceu nesta semana denúncia contra o empresário preso preventivamente na operação Gêmeo do Mal, realizada pela Polícia Civil, através da 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Decor).
Na denúncia, segundo a Polícia Civil, o promotor responsável entendeu que o investigado praticou 27 crimes, sendo 13 fraudes em licitações, dez delitos de peculato consumados e quatro tentados. As penas consideradas ultrapassam os 50 anos de prisão.
A denúncia se refere à conclusão parcial do inquérito policial, pois as investigações prosseguem quanto aos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e outros, bem como quanto aos demais envolvidos. O empresário segue preso. Durante a operação, há cerca de duas semanas, dois servidores públicos também foram afastados das funções.
OPERAÇÃO GÊMEO DO MAL
De acordo com a polícia, o empresário detido é suspeito de atuar com apoio de agentes públicos para monopolizar licitações por meio de sua empresa e propiciar o enriquecimento ilícito dos envolvidos. Na ação inicial, foram apreendidos ainda veículos dos investigados, celulares e documentos para instruir o inquérito, incluindo cerca de uma dúzia de processos licitatórios sob suspeita. Os valores envolvidos nos esquemas investigados, em pouco mais de três anos, ultrapassam R$ 3,1 milhões, segundo a polícia.