PRF SC/DS De janeiro deste ano até o último domingo, dia 15 de dezembro, 201 motoristas foram multados pelos policiais rodoviários de Tubarão trafegando sob efeito de álcool pela BR-101. O número é 82% maior do que os flagrantes registrados no mesmo período de 2018, quando 110 multas foram lavradas pela PRF do posto da Cidade Azul.
Os dados foram divulgados pelo inspetor da PRF em Santa Catarina, Luiz Graziano. Segundo Graziano, esses números envolvem somente as multas aplicadas pelos agentes de Tubarão, não sendo contabilizadas as infrações lavradas aqui na região por policiais de outros postos – como nas operações especiais, que contam com agentes de outras cidades do Estado. Ou seja, esse número pode ser ainda maior.
O crescimento dos dados locais segue o aumento do número de flagrantes da mesma infração em toda Santa Catarina. De acordo com Graziano, o número de motoristas multados por dirigir sob efeito de álcool nas rodovias federais do Estado cresceu 98% neste ano, em comparação com o total de registros do ano passado.
Em 2018, a PRF autuou 5.200 motoristas. Neste ano, 10.324 motoristas embriagados já foram multados. Em entrevista à Rádio CBN Diário no começo desta semana, Graziano comentou que a ausência dos radares móveis nas rodovias federais pode ter contribuído para o aumento dos flagrantes. Os aparelhos foram suspensos em agosto, após despacho do presidente Jair Bolsonaro.
RETORNO DOS RADARES MÓVEIS
Na última semana, uma decisão da Justiça determinou a retomada da fiscalização de rodovias federais por radares móveis em todo o Brasil. O retorno deveria ser feito em até 72h. Mas uma nova decisão prevê um prazo estendido para a retomada. Será na próxima segunda-feira, dia 23 de dezembro. A PRF informa que já iniciou as tratativas necessárias para efetivar o cumprimento judicial. “Assim, a PRF estará reativando na sua rotina de atividades operacionais a modalidade de fiscalização de velocidade com o uso dos equipamentos citados, priorizando o caráter preventivo e educativo de seu emprego”, informa a nota da PRF sobre o assunto.
Guilherme Corrêa