Candidata de Tubarão defende renovação com foco na juventude
Aos 26 anos, Victoria Salgado (PDT) busca pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Natural de Tubarão, a candidata começou a se envolver com a política ainda na adolescência, acompanhando a mãe, a jornalista Mylene Salgado, em comícios e campanhas, e passou a atuar de forma mais efetiva a partir de 2018.
Durante visita ao Diário do Sul, ela falou sobre a trajetória no movimento estudantil, que incluiu a presidência da Juventude Socialista do PDT em Tubarão, a vice-presidência da União Catarinense dos Estudantes e duas gestões à frente do Centro Acadêmico de Direito da UFSC.
“Toda essa trajetória fez com que eu aprendesse a dialogar com o diferente”, afirma a candidata mais jovem da Amurel.
A educação é a principal bandeira da candidata, tanto no ensino básico quanto no universitário. Victoria considera que o Estado apresenta resultados abaixo do esperado em índices da educação, e defende mais investimentos e atenção às demandas dos estudantes. A decisão de disputar a eleição, segundo ela, veio justamente da dificuldade encontrada para levar essas reivindicações adiante.
A cultura também está entre as prioridades. Ligada ao carnaval de Laguna e a manifestações culturais de Tubarão e Florianópolis, Victoria defende políticas que ampliem o acesso dos jovens à cultura, ao esporte e ao lazer. Ela também pretende trabalhar pela inserção da juventude no mercado de trabalho e por políticas públicas que promovam oportunidades e pertencimento. “O jovem precisa de uma boa educação, precisa de meios para se inserir no mercado de trabalho e precisa de lazer”, ressalta a candidata.
A quarta bandeira é a renovação política. Victoria critica o que considera excesso de oportunismo e acordos na política e defende maior participação de uma nova geração. “Juventude não é sinônimo de inexperiência”, destaca.
A candidata afirma, ainda, que pretende representar jovens que não se identificam com a política tradicional e estimular uma maior participação desse público. “A juventude ainda não se conformou com o que está aí. A gente ainda tem essa indignação”, explica.