Três profissionais que atuavam no presídio da Cidade Azul foram condenados por promoverem a saída de detentos e utilizarem uma viatura para que um apenado visitasse familiares em Imbituba.
Segundo os autos, o detento e sua esposa teriam prometido ao gerente da unidade um notebook e materiais elétricos em troca da saída, em dezembro de 2009.
Por determinação do gerente, uma agente prisional e um terceirizado teriam conduzido o preso e outro apenado no veículo do presídio sem que isso tivesse sido informado nos autos ou solicitado ao juízo de execuções penais. No trajeto, o grupo foi interceptado e preso em flagrante pelas polícias Militar e Civil.
Os funcionários públicos foram condenados por corrupção passiva à pena de dois anos e oito meses, substituída por duas restritivas de direitos: uma de prestação de serviços à comunidade; e outra de prestação pecuniária de um salário mínimo.
Já o preso que visitou os familiares foi condenado por corrupção ativa à pena de três anos, um mês e dez dias de reclusão. Sua companheira também foi condenada por corrupção ativa à pena de dois anos e oito meses, substituída por duas restritivas de direitos: uma consistente em prestação de serviços à comunidade; e outra em prestação pecuniária fixada em um salário mínimo. Cabe recurso da decisão.