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Abatedouro clandestino é fechado

24/06/2021 06:00

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar como funcionava o abatedouro clandestino fechado pela Polícia Militar e pela Vigilância Sanitária no interior de Lauro Müller.


A suspeita é de que a carne dos cavalos abatidos ali era vendida nas regiões de Braço do Norte e Tubarão.


O terreno onde o abatedouro funcionava fica na comunidade de Rio Queimado. As investigações sobre o caso começaram há cerca de um ano, após denúncias feitas à Vigilância. “Durante esse tempo, observamos que muitos cavalos estavam no terreno em um dia e no outro, sumiam. Isso acontecia com bastante frequência e também havia a suspeita de que o material carneado ali fosse vendido aqui na região”, explica José dos Passos Ceron, técnico em Vigilância Sanitária de Lauro Müller.


Nesta terça, por volta das 15h, a PM e a Vigilância Sanitária retornaram ao local. Um homem, que se apresentou como proprietário do terreno, disse que eles só poderiam entrar com um mandado judicial.


“Em determinado momento, a guarnição se deslocou, junto com os representantes da Vigilância Sanitária, a um terreno ao lado, sendo possível visualizar carcaças de animais semelhantes às de cavalo penduradas. Também foi possível visualizar uma cabeça de cavalo nas proximidades, bem como outras carcaças, junto com estruturas ósseas dos animais abatidos”, relata o boletim de ocorrência registrado pela PM.


O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a delegacia de Criciúma. A carne encontrada ali foi recolhida pela Vigilância e descartada. No momento em que a operação aconteceu, alguns homens, que também estariam no abatedouro, fugiram em direção a uma área de mata e não foram encontrados.


Existe ainda a suspeita de que os cavalos abatidos eram furtados de propriedades locais. “O homem preso disse que os animais foram comprados, mas não apresentou nenhum documento que comprovasse isso. Agora, vamos investigar para entender como o abatedouro funcionava, de onde vinham esses animais e para onde essa carne era levada”, relata o delegado José Antônio Amábile.

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Guilherme Corrêa

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