Estevam Fotografia/DS Um ano e meio de sofrimento e uma grande vitória comemorada e registrada em alto estilo junto do aniversário de 15 anos. Assim pode ser resumida a história da jovem Maria Eduarda Dal Ponte, que foi eternizada pelas lentes do fotógrafo Gilmar Estevam Júnior, de Tubarão.
Aos 12 anos, em setembro de 2020, Maria Eduarda foi diagnosticada com uma doença rara, chamada Legg Calvé Perthes, que atinge o fêmur. Segundo a mãe da menina, Daiana, a doença teve um avanço muito rápido. “Em janeiro de 2021, ela já havia perdido 30% da cabeça do fêmur e, em outubro do mesmo ano, ela perdeu 100%, pois necrosou”, lembra.
“Com isso, ela não conseguia mais andar e ficou bem debilitada. Durante muito tempo, ela precisou usar muletas, a dor não cessava, mesmo com remédios fortíssimos. Chegou a ter que deixar de ir à escola porque até para sentar ficava impossível, pelo movimento na perna. Foi aí que uma cirurgia de colocação de prótese da cabeça do fêmur pôs fim a todo esse sofrimento”, revela a mãe.
Para comemorar a vitória, que ficou marcada pela força de uma menina aparentemente frágil, a família resolveu fazer uma festa de 15 anos. E, claro, que as fotos não poderiam faltar para registrar o momento. Foi, então, que a sensibilidade do fotógrafo Gilmar Estevam Júnior entrou em cena.
“Não queremos só fazer uma foto linda, ela precisa ter significado. Então era impossível não retratar essa fase que ela viveu, unindo a arte, beleza e história em uma foto. Essa sempre vai ser a nossa missão, contar histórias e torná-las eternas”, ressalta Gilmar.
A ideia da foto veio na reunião no fechamento do contrato, com a mãe e a filha, que compartilharam sobre o que ela estava vivendo. Elas mesmas comentaram que queriam algo que retratasse o momento que passaram. Então, juntos, chegaram à ideia. Como durante todo o tempo de doença e tratamento ela utilizou a carteirinha de deficiente para que a mãe estacionasse o carro, “tivemos a ideia de queimar o papel da vaga de estacionamento especial, encerrando um ciclo muito doloroso, mas que, graças a Deus, foi vencido”, comemora o fotógrafo.
“Ter encontrado o Gilmar para registrar este momento foi uma verdadeira bênção. Ele é muito humano e sua sensibilidade em retratar este simbolismo nos emocionou”, conclui Daiana.