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Violência contra a mulher em debate

08/07/2019 06:00

A violência contra a mulher e os casos de feminicídio serão temas de uma audiência pública nesta segunda-feira, no auditório da Unisul, em Tubarão. O evento, que começa às 14h, faz parte de uma mobilização proposta pela deputada estadual Marlene Fengler, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).


A deputada destacou que a questão nunca esteve tão em evidência como agora, mas que o debate precisa ser ampliado para produzir resultados efetivos e reais. Ainda segundo Marlene, o objetivo da realização das audiências é a definição de estratégias eficazes de enfrentamento à violência contra as mulheres, o combate, a prevenção, a assistência e a garantia de direitos de forma ampla e integrada.

A intenção da parlamentar é reunir a sociedade e todos os agentes envolvidos na questão, como Tribunal de Justiça, Ministério Público, universidades, Ongs, Polícias Civil e Militar, entre outras instituições que integram a rede de prevenção, atendimento e controle para traçar um diagnóstico preciso da violência contra as mulheres e do feminicídio em Santa Catarina.

“É preciso unir esforços em torno de ações que já estão sendo bem executadas e explorar outras estratégias capazes de mudar a realidade atual”, disse a parlamentar ao ressaltar que “é preciso agir nas causas da violência, acolher integralmente a vítima, tirá-la do círculo vicioso da agressão”.

Rede Catarina de proteção

Segundo a prefeitura de Tubarão, o município tem atuado de maneira mais intensiva no combate à violência contra a mulher desde o mês de março, quando ocorreu o lançamento do programa Rede Catarina de Proteção à Mulher. A prefeitura é parceira na iniciativa idealizada pela secretaria de Estado de Segurança Pública, através de atendimento na Fundação Municipal de Desenvolvimento Social (FMDS). O programa visa à prevenção desses crimes e a integração de vários órgãos públicos para atender às necessidades de vítimas e oferecer condições para que elas denunciem as agressões e os agressores. Após o primeiro atendimento feito pela polícia, os casos são encaminhados ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

 

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